À frente do Real Hospital Português (RHP), uma das instituições de saúde mais tradicionais e respeitadas do país, Vaninho Antonio conduz uma transformação que equilibra legado e futuro. Com 170 anos de história, o RHP vive um ciclo de modernização que reposiciona seu papel no sistema hospitalar brasileiro. Sob sua liderança, o hospital consolida uma cultura de eficiência, inovação e responsabilidade social, sustentada por resultados consistentes e por uma visão estratégica de longo prazo.
“O último ano foi marcado por mudanças estruturantes. Avançamos em frentes essenciais e abrimos novas perspectivas para o futuro da instituição”, afirma o CEO. Entre as conquistas, destaca-se a construção do planejamento estratégico decenal (2026-2035), que estabelece metas de crescimento sustentável, governança robusta e aprimoramento contínuo da experiência do paciente. Essa agenda está ancorada em valores institucionais que reforçam transparência, integridade e compromisso comunitário.
A transformação liderada por Vaninho com total apoio da Provedoria e Conselho se manifesta em diversas dimensões. A primeira delas é a evolução dos processos e da governança, com indicadores amplamente compartilhados entre as equipes e uma gestão orientada à colaboração. “Nosso time está completamente alinhado a uma missão comum. Em saúde, não existe êxito individual. O que existe é uma força coletiva dedicada a gerar valor real às pessoas”, reforça.
Os números refletem essa maturidade. O RHP cresceu entre 2022 e 2025(E) 35%. Hoje realiza cerca de um milhão de atendimentos por ano, dos quais mais de 30% são destinados a pacientes do SUS e às ações filantrópicas.
“O impacto social está na essência da nossa história. Independentemente da porta de entrada, todos os pacientes recebem o mesmo padrão de cuidado, reconhecido internacionalmente pela acreditação da Joint Commission International (JCI)”, destaca o executivo.
A busca pela excelência se apoia em um modelo assistencial que integra inovação, tecnologia com o paciente e seu familiar no centro do cuidado. O RHP avança na construção de jornadas clínicas orientadas por dados, com apoio de ferramentas que ampliam a precisão diagnóstica, fortalecem a prevenção e otimizam o acompanhamento assistencial. Esse movimento é impulsionado pela parceria estruturante com a MV, que redesenha fluxos de pacientes, médicos e colaboradores em um ecossistema digital que gera mais fluidez e performance.
“O acordo com a MV foi determinante para nossa transformação digital em curso. A Oracle tornou-se nossa parceira estratégica em dados e inteligência artificial, já viabilizando o ‘Gerente Virtual’. Paralelamente, a CrowdStrike garante um SOC 24×7, elevando nossa maturidade em cibersegurança. Toda a operação está sustentada em uma arquitetura moderna com quase 100% em Cloud, escalável e resiliente”, explica Vaninho.
A inovação, no entanto, não se limita à tecnologia. Um dos projetos mais ambiciosos é a criação do primeiro hub de inovação em saúde do Norte e Nordeste, inspirado no Inova Real, evento realizado em 2024. O hub será um ponto de convergência entre universidades, governo, startups, indústrias e o ecossistema nacional e internacional de health techs, com foco em soluções para saúde preventiva, digital e sustentável. “Queremos que o RHP protagonize na região e se escale como uma plataforma de inovação aberta, conectando ciência, empreendedorismo e assistência. O futuro da saúde pertence a quem conseguir unir conhecimento, empatia e vocação”, afirma.
“Liderar é servir. É inspirar confiança e gerar impacto com integridade, conectando pessoas, ciência e tecnologia em torno de um mesmo ideal.”
Para Vaninho, liderança em saúde vai muito além da técnica. “É preciso visão sistêmica, missão e sensibilidade humana. O verdadeiro líder é aquele que inspira, cria ambientes de confiança e aprendizagem, e promove inovação contínua.”
Sua visão sobre o futuro do setor é clara: o avanço tecnológico é irreversível, mas serão o uso ético dos dados, a adoção da inovação como força transformadora e a centralidade no paciente que definirão as instituições vencedoras.
Ele acredita em um modelo de saúde cada vez mais digital, personalizado e integrado, no qual a inteligência artificial e a medicina de precisão caminham lado a lado com o olhar empático do profissional. “A tecnologia é um meio, nunca um fim. A diferença estará na capacidade de usá-la para cuidar melhor das pessoas.”
Internamente, Vaninho coloca a cultura organizacional como pilar estratégico. “Instituições vivas são aquelas abertas ao aprendizado contínuo. É preciso promover autonomia, sentido e coragem para inovar. Sem pessoas engajadas, não existe transformação sustentável.”
Mineiro de origem simples, sua trajetória reflete a força de sua filosofia de liderança. Criado em uma família simples com 11 irmãos, começou a trabalhar aos dez anos como engraxate. “A gratidão e a consciência são motores poderosos. Liderar também é retribuir à sociedade aquilo que a vida nos proporcionou”, diz.
Fora do ambiente corporativo, cultiva a disciplina nas pistas. Maratonista e adepto da meditação diária, acumula mais de 25 mil quilômetros percorridos e 160 provas de diversas modalidades, incluindo ultramaratonas de 100 quilômetros em montanhas. “A corrida estimula nosso sistema cárdio respiratório e isso me ensina sobre ritmo, resiliência e foco. Assim como na gestão, não basta acelerar: é preciso sustentar a missão.”
Com mais de 25 anos de experiência em finanças e operações, foi CFO por duas décadas, Vaninho construiu carreira sólida em setores como tecnologia, logística, distribuição e saúde. É especialista em finanças corporativas, fusões & aquisições, governança e gestão de pessoas. Já liderou projetos que geraram ganhos expressivos de eficiência, com crescimento de dois dígitos em receita e EBITDA, além de conquistar a classificação AAA pela Fitch Ratings no segmento de saúde.
Seu estilo de liderança combina estratégia, empatia e sentido de impacto. “Resultados sustentáveis surgem quando as pessoas se sentem parte de algo maior. Inovação é consequência de um ambiente que valoriza bem-estar, confiança e pertencimento.”
Além da atuação executiva, é membro de conselhos, investidor anjo e mentor de startups, mantendo presença ativa no ecossistema de inovação. Para ele, o desenvolvimento da saúde no Brasil depende de colaboração entre hospitais, empresas, governo e academia. “Nenhuma instituição inova sozinha. O futuro do setor precisa ser construído por redes colaborativas que integrem desde instituições pares até todo o ecossistema de saúde e outros setores da economia.”
Ao falar sobre legado, sintetiza com clareza: “Quero que o Real Hospital Português siga sendo exemplo de que tradição e modernidade podem conviver. Que a tecnologia aproxime pessoas e que o cuidado permaneça no centro de tudo.”
E conclui: “Se eu puder inspirar novas gerações a liderar com ética, empatia e visão de longo prazo — e contribuir para ampliar o acesso à saúde e à educação — terei cumprido minha missão. Impactar vidas por meio dessas duas causas é, para mim, o verdadeiro sentido de liderança. Por fim, é um privilégio participar dessa jornada contando com um time altamente dedicado ao meu lado e com nossa Provedoria, Conselho e Junta Administrativa da comunidade Portuguesa que que têm sido pilares essenciais.”















