Da escassez na pandemia à IA, a Clicknurse redefine a gestão de enfermagem com tecnologia, eficiência e foco no cuidado ao paciente.
A Clicknurse nasce de um choque de realidade. Em 2020, no auge da pandemia, João Hugo Borges Barreto Silva viu de perto o que o sistema de saúde expunha em sua forma mais crítica: escassez, desorganização e pressão sobre os enfermeiros. “Todos nós experienciamos de forma muito direta as fragilidades do sistema de saúde”, afirma.
Para João Hugo, isso ganhou outra dimensão quando se tornou pessoal. Enquanto o mundo enfrentava a Covid-19, sua mãe lutava contra um câncer. “Ver de perto a importância da qualidade assistencial e da disponibilidade de profissionais qualificados fez com que esse se tornasse um dos pilares fundamentais da empresa desde o primeiro dia.”
Segundo o CEO, o problema era estrutural: “unidades de saúde tinham necessidades urgentes de cobertura de escalas, enquanto muitos profissionais buscavam oportunidades de trabalho”. Ainda assim, essa conexão acontecia de forma “pouco eficiente, muitas vezes informal e com pouca transparência”. A Clicknurse surge exatamente para corrigir esse desalinhamento.
Transformar essa lógica exigiu enfrentar a inércia de um setor que não responde na mesma velocidade de suas urgências. “Não existe necessariamente uma correlação direta entre necessidade urgente e decisão rápida de contratação”. De acordo com o executivo, a empresa teve de provar o seu valor: “antes de qualquer parceria acontecer, é fundamental construir credibilidade junto das instituições”.
Nesse caminho, a escolha de pessoas se mostrou decisiva. Afinal, “sem uma equipe qualificada e verdadeiramente comprometida com a missão de melhorar o setor da saúde, seria impossível manter o nível de serviço”, afirma João Hugo. Mais do que tecnologia, a empresa se estruturou sobre conhecimento profundo do setor e visão de longo prazo.
Agora, a Clicknurse avança para um novo estágio. Com a incorporação de inteligência artificial, a ambição é antecipar demandas e reduzir fricções operacionais. João Hugo Silva conclui: “o objetivo final é reduzir o tempo gasto em tarefas administrativas e permitir que as equipes de saúde se concentrem mais no que realmente importa, que é o cuidado ao paciente”.














