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No centro do projeto de transformação digital que levou o Real Hospital Português ao reconhecimento no Prêmio Gestão Primme está a Sensedia, parceira tecnológica responsável pela arquitetura de interoperabilidade que conectou o hospital à rede pública de saúde do Recife.
A empresa liderou a concepção e implementação da solução com base no padrão internacional HL7 FHIR, viabilizando a troca segura, estruturada e escalável de informações clínicas entre o hospital e a Prefeitura do Recife, em conformidade com os modelos da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Segundo Marcílio Oliveira, co-founder e CGO da Sensedia, a parceria foi construída de forma próxima e estratégica desde o início. “Além do fornecimento da plataforma Sensedia API Management, atuamos de forma consultiva, apoiando desde a definição da estratégia de interoperabilidade até a execução operacional da solução”, afirma.
Na prática, a iniciativa resolve um dos principais gargalos da assistência em saúde: a fragmentação das informações do paciente. Antes, o hospital tinha acesso apenas aos dados registrados em seu próprio sistema. Com a nova arquitetura, passa a visualizar históricos clínicos realizados também na rede pública, permitindo reduzir exames redundantes, evitar duplicidade na dispensação de medicamentos e fortalecer a continuidade do cuidado.
Mais do que disponibilizar tecnologia, a Sensedia participou ativamente das análises técnicas e estratégicas, das reuniões de alinhamento com a Prefeitura do Recife, da construção dos fluxos de integração e dos testes conjuntos para validação da interoperabilidade.
“O principal diferencial do projeto foi a construção de uma arquitetura baseada em HL7 FHIR, utilizando a plataforma Sensedia API Management como elemento central para uma integração segura e escalável”, destaca Oliveira.
O executivo ressalta que os desafios envolveram a integração entre sistemas heterogêneos, a padronização dos dados clínicos e a aderência aos modelos da RNDS — etapas essenciais para garantir segurança, confiabilidade e continuidade operacional.
Mais do que um avanço tecnológico, o projeto se consolida como um modelo replicável para outras instituições brasileiras. “A interoperabilidade em saúde depende não apenas de tecnologia, mas também de colaboração entre instituições, alinhamento estratégico e conhecimento especializado”, conclui Marcílio.
Ao permitir que dados clínicos circulem de forma segura entre diferentes níveis do sistema, a iniciativa demonstra como inovação digital pode se tornar ferramenta concreta de eficiência, governança e melhor desfecho para o paciente.















