Parceria entre FIDI e Santa Casa de Francisco Morato, case reconhecido no Prêmio Gestão Primme, mostra como tecnologia e integração operacional podem ampliar acesso, agilidade e qualidade assistencial
Em um cenário em que hospitais filantrópicos operam sob pressão financeira constante, aumento da demanda assistencial e necessidade urgente de modernização, a inovação deixou de ser uma opção para se tornar condição de sustentabilidade.
Foi com essa visão que a FIDI atuou no case vencedor da Santa Casa de Misericórdia de Francisco Morato, reconhecido no Prêmio Gestão Primme como exemplo de transformação dentro do setor.
Segundo Simone Vicente, CEO da FIDI, a parceria nasceu a partir de uma relação já existente entre a instituição e o São Cristóvão, que indicou a fundação para apresentar uma proposta à Santa Casa. Mais do que um novo contrato, o projeto representou a construção de uma operação integrada, desenhada para responder às necessidades específicas da instituição.
“A FIDI fez o processo de onboard no São Cristóvão, alinhando protocolos, avaliando as maiores necessidades e com equipe aderente ao que o hospital necessitava”, afirma Simone.
Desde o início, o foco esteve em garantir ganhos assistenciais e operacionais por meio da tecnologia aplicada ao diagnóstico por imagem.
A atuação da fundação passou a ocorrer de forma integrada à equipe médica da unidade, acompanhando continuamente a funcionalidade do portal visualizador, ferramenta que permite aos médicos acessar imagens e laudos de forma rápida e segura. O modelo trouxe mais agilidade à rotina clínica, fortalecendo a tomada de decisão e reduzindo tempo de resposta.
Um dos principais marcos da parceria foi a implantação de um equipamento digitalizador DR, que modernizou o fluxo de exames na unidade. O processo, antes mais lento e dependente de etapas físicas, tornou-se integralmente digital.
“O equipamento trouxe maior agilidade e modernização no atendimento, oferecendo um fluxo mais rápido tanto para a equipe médica quanto para os pacientes”, destaca a executiva.
Outro diferencial tecnológico foi justamente o fortalecimento da jornada digital do paciente. Antes, o prazo para entrega de laudos podia chegar a até 15 dias. Hoje, os resultados são disponibilizados em prazo significativamente menor e podem ser acessados de forma remota, sem necessidade de retorno presencial à unidade.
O impacto vai além da eficiência operacional. Em um hospital filantrópico, onde recursos são limitados e a demanda tende a crescer continuamente, reduzir tempo, otimizar fluxos e ampliar capacidade diagnóstica significa também aumentar acesso à saúde.
Para Simone Vicente, esse é hoje um dos principais desafios do setor. “Os hospitais filantrópicos brasileiros enfrentam uma combinação de pressão financeira, déficit tecnológico, escassez de profissionais e aumento explosivo da demanda por exames. Na prática, muitos operam no limite entre manter o atendimento e conseguir investir em modernização”, afirma.
A fala traduz um dilema estrutural do setor: atender mais, com menos recursos, sem comprometer qualidade.
Nesse contexto, parcerias estratégicas ganham relevância. Ao atuar em diferentes instituições filantrópicas, e sendo também uma organização filantrópica, a FIDI afirma conhecer de perto os desafios desse segmento.
Esse entendimento permitiu que o projeto em Francisco Morato fosse desenhado com foco em aderência operacional e impacto prático, e não apenas em entrega tecnológica.
Agora, a expectativa é de expansão. Segundo a CEO, há perspectivas de ampliação da parceria com instalação de novos equipamentos e aumento de equipe, reforçando a confiança no modelo implementado.
Mais do que um projeto pontual, o case reforça uma tendência cada vez mais evidente na saúde filantrópica brasileira: a necessidade de incorporar inovação como instrumento de sustentabilidade.
“Com aumento da demanda muito superior ao crescimento dos recursos e com o envelhecimento da população, a inovação precisará fazer parte da saúde filantrópica para gerar mais atendimentos, mais precisão, menores custos e maior qualidade”, conclui Simone.
O reconhecimento no Prêmio Gestão Primme reforça exatamente esse movimento: instituições que conseguem transformar tecnologia em valor assistencial, operacional e social passam a liderar uma nova agenda para o futuro da saúde filantrópica no Brasil.















