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Cepon de Florianópolis inaugura centro cirúrgico e recebe aumento no repasse do Estado

Foi inaugurado, na terça-feira (22), a UTI e o centro cirúrgico de alta complexidade do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis. A cerimônia contou com a presença do governador Eduardo Pinho Moreira e do secretário de Saúde de Santa Catarina, Acélio Casagrande. Além da abertura da nova ala, a direção da unidade recebeu a confirmação de que terá um aumento nos repasses mensais do Estado. Os valores vão pular de R$ 5,9 milhões para R$ 7,4 milhões.

Em 2015, um impasse entre o Governo estadual e a Fahece paralisou por quase um ano os trabalhos. A interrupção foi motivada pelo bloqueio dos repasses do BNDES que só aceitava liberar a verba quando o terreno, de propriedade da fundação, fosse doado para o Estado. Após muita discussão, a entidade devolveu o terreno ao Estado e as obras foram retomadas. No cronograma original, no entanto, os trabalhos foram atrasados em pelo menos três anos.

A primeira cirurgia no espaço recém-inaugurado está marcada para 18 de junho. A expectativa da diretora do Cepon, Maria Tereza Evangelista Schoeller, é ter 200 procedimentos por mês no local. Inicialmente, serão 120, mas em plena atividade esse número vai aumentar. A obra custou R$ 14 milhões. ”Hoje a fila de espera é de seis meses para quem precisa de uma cirurgia de alta complexidade. Agora vai cair para 60 dias”, afirmou a diretora.

Até o começo desse ano, a principal reclamação da direção do centro e da Fundação de Apoio ao Hemosc e Cepon (Fahece) era a falta de repasse dos valores mensais determinados em contrato. Mas, de acordo com Pinho Moreira e com Maria Tereza, os recursos de 2018 estão regularizados. Há ainda R$ 50 milhões a serem pagos tanto para o Cepon quanto para o Hemosc. As formas de pagamento estão sendo discutidas, segundo o secretário de saúde.

Para o presidente de honra da Associação dos Amigos e Pacientes de Câncer (Aspac), João Vianei, a nova unidade vai desafogar hospitais de outras partes do Estado, que hoje absorvem o atendimento represado: ”Cada paciente que entrar aqui, vai liberar o espaço de outro hospital”.

 

Fonte: Diário Catarinense

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