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Governança na saúde pública exige integração de dados e previsibilidade, analisa Br Gaap

Br Gaap analisa como método, dado e previsibilidade sustentam o poder decisório na saúde pública

Na saúde pública brasileira, a discussão sobre recursos costuma dominar o debate. Para Flávio Vinicio, diretor executivo da Br Gaap, empresa desenvolvedora de tecnologia de prestação de contas públicas da saúde, o ponto estrutural está na governança da informação e na capacidade de transformar controle em decisão. Para ele, os entraves são claros: os principais gargalos ainda estão concentrados na fragmentação das informações, na baixa padronização dos processos de prestação de contas e na dificuldade de integrar dados financeiros, contábeis e assistenciais em uma visão única de gestão. O diretor observa que os dados “estão dispersos, pouco integrados e, muitas vezes, desconectados da tomada de decisão”.

Desde 2012, atuando como elo entre órgãos de controle e organizações sociais responsáveis pela execução da política pública, a Br Gaap construiu uma visão pragmática sobre o papel da governança. “O principal aprendizado foi compreender que governança não se resolve apenas com tecnologia, mas com método”, afirma Vinicio. Essa trajetória levou à necessidade de transformar exigências regulatórias em processos operáveis, capazes de acompanhar a execução desde o início, e não apenas ao final, quando a prestação de contas se torna um rito burocrático.

Para a empresa, a tecnologia passa a ser estratégica quando consegue transformar dados operacionais em informação qualificada para decisão. Isso envolve avançar para ambientes com visão integrada, indicadores em tempo real e histórico rastreável, oferecendo sustentação técnica ao gestor. “A tecnologia antecipa riscos, evidencia desvios e oferece segurança técnica para que o gestor decida”, resume o diretor.

Presente em mais de oito estados, a Br Gaap observa diferentes níveis de maturidade institucional no país. Ainda assim, Flávio identifica um padrão: “independentemente da região, as organizações que investem em governança conseguem ganhar eficiência, previsibilidade e mais segurança na relação com o poder público”. Em ambientes de alta pressão orçamentária e regulatória, ele destaca que processos bem definidos reduzem retrabalho e permitem que a gestão concentre energia na qualidade assistencial.

Ao olhar para o futuro, a Br Gaap aponta a governança digital como elemento estruturante do sistema. Em sua avaliação, essas soluções deixam de ser diferenciais e passam a compor a base de uma saúde pública, como definido por seu diretor executivo, “mais profissional, transparente e orientada a resultados”.

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