A adoção de inteligência artificial na saúde começa a ganhar escala também fora dos grandes centros do país. No Amazonas, o Grupo Samel tem direcionado investimentos para iniciativas que buscam integrar tecnologia ao processo assistencial e de gestão hospitalar.
Nos últimos dois anos, o grupo destinou cerca de R$ 12 milhões ao desenvolvimento e implementação de soluções tecnológicas e de inteligência artificial voltadas ao atendimento em saúde. Entre os projetos em operação está a SAMIA (Samel Inteligência Artificial), sistema utilizado para apoiar a estruturação da anamnese durante a etapa de pré-triagem.
A ferramenta organiza as informações clínicas coletadas do paciente antes do atendimento médico e oferece suporte à decisão clínica, mantendo a validação final sob responsabilidade do profissional de saúde. De acordo com dados divulgados pelo grupo, a plataforma registrou 97,7% de concordância clínica na estruturação das anamneses realizadas pelo sistema.
Além do uso na triagem, a solução também vem sendo aplicada em áreas internas da organização, como internação hospitalar, farmácia clínica, recursos humanos e gestão administrativa, com o objetivo de ampliar o uso de dados estruturados na rotina operacional.
A iniciativa foi reconhecida internacionalmente ao receber premiação no Digital Health Awards 2025, evento que destaca projetos de inovação em saúde digital.
A experiência do grupo ocorre em um contexto mais amplo de transformação digital no setor hospitalar brasileiro, no qual ferramentas de inteligência artificial começam a ser incorporadas para organizar fluxos assistenciais, qualificar informações clínicas e apoiar processos decisórios.
O Grupo Samel atua na Região Norte com serviços que incluem planos de saúde, hospitais, pronto-socorro, diagnóstico e atendimento ambulatorial.
A ampliação do uso de inteligência artificial, segundo o grupo, deve continuar nos próximos anos, acompanhando a busca do setor por maior eficiência operacional e melhoria na qualidade do cuidado.














