Com quase três décadas de liderança à frente da Unimed Recife, Maria de Lourdes Corrêa de Araújo construiu uma trajetória que se confunde com a própria história da cooperativa.
Médica e gestora, ela conduz um modelo de administração que alia inovação, sustentabilidade e os princípios do cooperativismo médico.
Em parceria com os demais diretores, conselho de administração, superintendentes e lideranças em geral, a presidente transformou a Unimed Recife em uma das mais modernas cooperativas do país e uma referência na aplicação de tecnologia e gestão integrada na saúde suplementar.
Com quase 55 anos, a cooperativa tem uma robusta rede própria.
São dois complexos hospitalares com tecnologia de ponta, pronto atendimento, serviço de emergência descentralizado, laboratório e o recém inaugurado Instituto Unimed Recife.
São mais de 2.200 mil cooperados, 4.100 mil colaboradores e 215 mil clientes. O ano de 2025 foi de grandes realizações e avanços estratégicos para a Unimed Recife.
A instituição deu início ao processo de acreditação Qmentum Internacional do Hospital Geral Materno Infantil (HGMI), consolidando o compromisso com os mais altos padrões de qualidade e segurança do cuidado.
Alinhando as práticas aos padrões internacionais, a operadora possui certificações internacionais no Complexo Hospitalar Unimed Recife (CHUR) – a Qmentum International e o certificado HIMMSS com o nível 7, sendo o primeiro hospital da América Latina a ser 100% digital.
Outra conquista relevante em 2025 foi a introdução do Robô Rosa, voltado para cirurgias ortopédicas, no Complexo Hospitalar Unimed Recife (CHUR).
A tecnologia se soma ao sistema DaVinci Xi, já utilizado em cirurgias robóticas desde 2021.
“Essa inovação amplia nossa capacidade técnica e oferece aos pacientes procedimentos mais precisoses investimentos representam nossa aposta contínua em tecnologia e segurança do paciente”, afirma Maria de Lourdes.
Ainda em 2025, a Unimed Recife inaugurou um novo Centro de Distribuição (CD), localizado em Jaboatão dos Guararapes.
Com mais de 2 mil metros quadrados, o espaço centraliza o armazenamento e a distribuição de medicamentos, insumos hospitalares e materiais administrativos de toda a rede.
O serviço vai permitir maior controle, agilidade e segurança nos processos logísticos das unidades assistenciais.
Esses investimentos estratégicos refletem uma visão de longo prazo.
Hoje a operadora conta com uma área dedicada exclusivamente à inovação, que atua de forma estratégica para incorporar novas tecnologias e soluções que aprimorem as atividades.
Há constante investimento em cursos e treinamentos de capacitação para os cooperados e colaboradores, pois entendem que o desenvolvimento humano é essencial para acompanhar a evolução tecnológica.
Segundo a presidente, um marco importante nesse sentido foi o lançamento, em 2025, do Instituto Unimed Recife.
“Essa iniciativa será responsável por promover eventos, cursos e ações voltadas à comunidade, beneficiando não apenas nossos cooperados e colaboradores, mas também seus familiares. É mais um passo na construção de uma Unimed Recife preparada para os desafios do futuro, sem perder de vista o cuidado com as pessoas”, observa.
Com uma gestão estruturada, lideranças comprometidas e equipe de alto desempenho, a Unimed Recife se encontra na faixa 1 de risco assistencial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o melhor nível de desempenho estabelecido.
O índice reflete a qualidade na atenção à saúde e o bom desempenho nos indicadores assistenciais e atuariais.
“Manter a nossa cooperativa na faixa 1 é fruto de um trabalho coletivo, de uma equipe comprometida com os valores da Unimed Recife, com a excelência e a missão de cuidar das pessoas com responsabilidade e inovação”, afirma.
Ao longo dos anos, a diretoria da instituição tem pautado sua liderança nos valores do cooperativismo.
Solidariedade, democracia, responsabilidade e intercooperação orientam a gestão e o relacionamento com os mais de 2.200 mil médicos cooperados.
Como base na atuação na Unimed Recife, esses princípios e se tornam ainda mais essenciais nos momentos de desafio.
A operadora conta com um Conselho de Administração forte, cujas decisões importantes são divididas com ele, construindo soluções de forma coletiva e transparente.
Essa estrutura de governança compartilhada tem sido fundamental para manter coesão e agilidade diante de um mercado de saúde suplementar cada vez mais competitivo e complexo.
A executiva acredita que a sustentabilidade do sistema passa por líderes capazes de equilibrar racionalidade e sensibilidade.
“Os líderes do setor precisam atuar com honestidade, sensatez e visão estratégica em um mercado altamente regulamentado, complexo e em constante transformação. Estamos diante de um cenário onde as tecnologias evoluem em ritmo acelerado, a concorrência é cada vez mais acirrada e as expectativas dos pacientes e da sociedade são crescentes”, conclui Maria de Lourdes.
Segundo ela, a transformação da saúde passa por líderes que compreendem que cuidar de pessoas exige sensibilidade.
Desde que assumiu a presidência, ela conduziu uma série de reestruturações administrativas, modernizou processos e impulsionou investimentos em infraestrutura hospitalar e tecnologia da informação.
Hoje, o desejo da gestora é que o setor de saúde continue avançando com responsabilidade, inovação e, acima de tudo, com compromisso genuíno com o cuidado.
Como legado, ela deseja deixar uma gestão que soube equilibrar sustentabilidade com humanidade.
“Sempre acreditei que cuidar de pessoas — seja dos nossos pacientes, cooperados ou colaboradores — exige mais do que técnica: exige sensibilidade, escuta e respeito.
Se minha trajetória puder inspirar futuras lideranças a colocar as pessoas no centro das decisões, então terei cumprido meu papel.”, enfatiza.
Olhando para o futuro, a executiva vê que a inteligência artificial e a robótica continuarão a desempenhar um papel importante no cenário da saúde.
Para ela, diagnósticos e terapias personalizados serão cada vez mais comuns, exigindo das instituições uma estrutura ágil e adaptável.
Ela também prevê maior consolidação no mercado, em busca de eficiência e sustentabilidade.
A trajetória da executiva sintetiza a evolução do cooperativismo médico no Brasil: um modelo que se moderniza sem perder sua essência.
Ela, no entanto, credita seu êxito ao grupo que lhe acompanha: cooperados e colaboradores, pois se considera apenas uma parte de um grupo.
Em um setor em que os desafios se multiplicam e a transformação digital redefine o papel das organizações, Maria de Lourdes Corrêa de Araújo segue demonstrando que inovação e cuidado não são caminhos opostos —são faces complementares de uma mesma missão: colocar as pessoas no centro da saúde.















