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Rede Total Care consolida alta performance com Anderson Nascimento

Com uma trajetória que combina formação médica, experiência executiva e foco em resultados de alto impacto, Anderson Nascimento consolidou, no último ano, um dos movimentos mais relevantes da gestão hospitalar na saúde suplementar brasileira. À frente da Rede Total Care, braço assistencial do Grupo Amil, ele liderou uma das maiores viradas operacionais recentes do setor, reposicionando a instituição, fortalecendo governança e elevando padrões de segurança e qualidade assistencial.

Em 2023, o Grupo Amil fechou o ano com um resultado negativo de R$ 4,2 bilhões. Um ano depois, a organização apresentou um saldo positivo superior a R$ 620 milhões. Segundo Nascimento, essa transformação foi construída sobre disciplina, método e uma cultura de alta performance. “Esse impacto só foi possível graças a muito trabalho, metodologia, foco e, principalmente, a uma equipe extraordinária. Fortalecemos cultura, propósito e motivação”, afirma.

O executivo destaca que a consolidação da Rede Total Care como uma das operações hospitalares mais seguras e eficientes do país representa a principal conquista do período. Para ele, o reconhecimento nacional e internacional alcançado pela rede é consequência direta da implantação de processos homogêneos, indicadores robustos e governança clínica integrada. “Conseguimos construir, em tempo recorde, uma operação hospitalar segura, eficiente, metodológica e com governança clínica reconhecida globalmente”, diz.

Um dos resultados mais simbólicos desse ciclo foi a obtenção da acreditação internacional Qmentum International no modelo de Rede Membership, conquista inédita entre redes hospitalares brasileiras. O processo envolveu três instituições com autoridade global em qualidade assistencial: Qmentum International, Accreditation Canada e Health Standards Organization (HSO), presente em mais de 47 países.

Além disso, a Rede Total Care tornou-se, segundo dados da Associação Brasileira de Segurança do Paciente e da Epimed Solutions, a maior rede hospitalar brasileira em número de certificações de segurança do paciente em 2025. De acordo com a Epimed, ostenta também o maior número de selos entre todos os 16 países onde a organização atua. “Isso comprova que conseguimos implantar cultura, processos e disciplina de forma consistente em toda a rede, algo raro em sistemas hospitalares complexos”, enfatiza Nascimento.

No âmbito individual, o executivo recebeu o Certificado de Liderança Inspiradora e Focada na Segurança do Paciente, concedido pela Epimed Solutions e Associação Brasileira de Segurança do Paciente, além do título internacional de Embaixador de Qualidade e Experiência pela QGA, HSO, Qmentum International e Accreditation Canada, essas homenagens refletem um estilo de gestão orientado para propósito e responsabilidade. “Liderança com propósito, disciplina e compromisso com vidas traduz o espírito do nosso trabalho”, afirma.

Entre as principais inovações da sua gestão, Nascimento destaca o desenvolvimento do Jeito Total Care de Gestão, um modelo integrado que direciona decisões com base em resultado, qualidade assistencial e centralidade do cliente. A filosofia permeia equipes, processos e estruturas, orientando a execução diária da rede.

Outro avanço relevante foi a ampliação de parcerias estratégicas nacionais e internacionais. O contrato de colaboração com a Faculdade de Medicina da USP, construída com apoio de lideranças como Antonio Pereira (Tom Zé), CEO do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina  da USP, e Kenneth Almeida, diretor executivo do Centro Edson Bueno, reforça pilares de formação, pesquisa, governança clínica e desenvolvimento assistencial.

A rede também fortaleceu alianças com instituições como o MARC Institute (Miami), IRCAD França, Qmentum International, Epimed Solutions e ABSP. Essas relações permitiram incorporar metodologias, técnicas e padrões globais de alta performance.

Um dos movimentos estruturantes foi a criação do Command Center, central dedicada à integração de dados, tomada de decisão operacional e gestão de performance. A ferramenta monitora ininterruptamente toda a rede e tem produzido resultados expressivos. Apenas na performance hospitalar em 2025, mais de R$ 400 milhões em melhorias foram identificadas, além de outros ganhos equivalentes provenientes do supply chain.

Nascimento enfatiza que o pilar mais transformador de sua gestão foi a consolidação da centralidade do cliente em todo o Grupo Amil. A Rede Total Care criou o Customer Center, apoiado por ferramentas de inteligência artificial e uma equipe dedicada a escuta ativa e resolução de demandas complexas. “Nosso objetivo é ser a rede hospitalar mais segura, mais eficiente e mais amada pelos pacientes”, resume.

O executivo reforça que os resultados já estão refletidos nos principais indicadores de satisfação e resolutividade. O fortalecimento da ouvidoria, a reorganização de fluxos e o monitoramento intensivo da experiência do paciente são hoje elementos estruturantes da operação.

Para enfrentar um ambiente cada vez mais competitivo e tecnológico, a organização investiu fortemente em capacitação, ensino continuado e atualização profissional de suas equipes. O Centro Edson Bueno, braço de formação e desenvolvimento do grupo, desempenha papel estratégico na disseminação de novas técnicas, modelos assistenciais e práticas baseadas em evidências.

Segundo Nascimento, a preparação para o futuro exige mais do que incorporar tecnologias: requer incorporar conhecimento de maneira sistematizada. “Estamos nos preparando não apenas para competir, mas para liderar, com tecnologia, inovação e, principalmente, com propósito”, afirma.

Ele observa que a inteligência artificial generativa, a consolidação de redes, a expansão das parcerias estratégicas e o fortalecimento da prevenção serão movimentos decisivos nos próximos anos. Para o executivo, o setor ainda investe muito em tratamentos que poderiam ser evitados com modelos preventivos amplos e estruturados. “O futuro da saúde suplementar será determinado pela nossa capacidade de incorporar tecnologias transformadoras, promover longevidade e entregar cuidado eficiente.”

Nascimento destaca que sua atuação executiva é guiada por um conjunto de valores pessoais enraizados em sua formação familiar, espiritual e nas artes marciais. Faixa-preta de Karatê e de Jiu-Jitsu, ele conta que sua liderança tem profundas referências no Bushidô, o código de ética dos samurais. “Mesmo sob pressão, liderança é escolher o caminho da honra, da coragem e do propósito”, afirma.

Para ele, princípios como retidão, coragem, benevolência, respeito e lealdade são essenciais na tomada de decisão, especialmente diante de desafios complexos do sistema de saúde brasileiro. O compromisso com o paciente e com o impacto social, segundo o executivo, são guias permanentes de sua trajetória. Sua atuação como Diplomata Civil no Comitê Humanitário da Jethro Internacional reforça essa visão, contribuindo para ações sociais voltadas a populações em vulnerabilidade.

Se há um ponto que Anderson Nascimento considera central em sua trajetória de gestão, é o desenvolvimento de pessoas. Ele defende que a construção de equipes de alta performance é o pilar que sustenta qualquer transformação organizacional. “Quando você tem o privilégio de montar um time com profissionais de nível A, coisas extraordinárias acontecem. Esses profissionais te levam a lugares que talvez você nem imaginasse alcançar”, afirma.

Sua visão de legado está fortemente ligada à formação, capacitação e desenvolvimento de talentos. Para ele, investir em cultura, treinamento e propósito é o que garante perenidade às organizações, especialmente em ambientes complexos como o da saúde. “Contrate pessoas de nível A, forme pessoas de nível A e cuide delas — não as perca”, resume.

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