Grupo Chavantes fortalece modelo baseado em certificações, cultura de segurança e gestão por indicadores, elevando qualidade assistencial no SUS com eficiência, governança e foco no paciente
A consolidação de modelos de gestão orientados por qualidade e segurança tem se tornado um diferencial competitivo e institucional no sistema público de saúde. Nesse cenário, o Grupo Chavantes vem se destacando ao estruturar uma estratégia baseada em certificações reconhecidas e na construção de uma cultura organizacional consistente. O movimento rendeu à instituição o reconhecimento como vencedora do Prêmio Gestão Primme, na categoria Gestão e Sustentabilidade – Qualidade e Segurança do Paciente, reforçando seu posicionamento no setor.
À frente desse processo, a presidente do Grupo Chavantes, Leticia Bellotto Turim, advogada especializada no terceiro setor, defende que a qualidade não pode ser tratada como um atributo periférico. “Qualidade na saúde pública não pode ser um objetivo secundário. Ela precisa estar no centro da gestão, da assistência e da relação com a população”, afirma.
A busca por certificações como Qmentum Diamond, ACSA e ONA reflete uma diretriz estratégica que vai além do reconhecimento institucional. Trata-se de um modelo que prioriza governança, eficiência operacional e melhoria contínua. Dentro do contexto das Organizações Sociais de Saúde (OSS), esse direcionamento ganha ainda mais relevância. “Temos a responsabilidade de entregar resultados concretos para o SUS, utilizando os recursos públicos com transparência, responsabilidade e impacto social”, pontua Leticia.
“As conquistas já alcançadas, como Qmentum Diamond, ACSA e ONA, reforçam que estamos no caminho certo, mas também aumentam nossa responsabilidade. Elas mostram que é possível entregar saúde pública com excelência, técnica e humanidade.”
O avanço nesse processo exigiu mudanças estruturais relevantes. Um dos principais desafios foi transformar boas práticas em cultura permanente dentro das unidades. A certificação demandou a formalização de protocolos, o fortalecimento da gestão de riscos e a integração entre áreas assistenciais e administrativas. Esse movimento elevou o nível de maturidade operacional, exigindo disciplina e alinhamento institucional.
Nesse contexto, a incorporação dos protocolos à rotina assistencial tornou-se um dos pilares da estratégia. A lógica adotada pelo Grupo Chavantes é clara: certificação não é evento, é processo. O foco está na aplicação prática, no dia a dia das equipes, desde o acolhimento até a tomada de decisão clínica. Treinamento contínuo, monitoramento de indicadores e auditorias internas estruturam essa dinâmica.
Outro ponto crítico está no equilíbrio entre eficiência e qualidade, especialmente em um ambiente pressionado por escala e restrição orçamentária. Para a presidente, essa dicotomia é equivocada. “Investir em qualidade e segurança não aumenta o custo da saúde. Na verdade, reduz desperdícios, evita retrabalho e diminui eventos adversos”, destaca. A lógica é direta: processos mais eficientes geram melhor uso dos recursos públicos e melhores desfechos assistenciais.
A maturidade das unidades também se reflete na velocidade de avanço nas certificações. Segundo Leticia, fatores como liderança presente, engajamento das equipes e capacidade de gestão por indicadores são determinantes. “A acreditação exige método. Não basta trabalhar muito. É preciso trabalhar com direção, evidência e acompanhamento permanente”, explica.
Um marco relevante dessa trajetória foi a certificação de uma UNACON sob gestão do grupo, consolidando sua capacidade de atuar em ambientes de alta complexidade, como a oncologia pública. Esse avanço reforça não apenas a competência técnica, mas também o posicionamento institucional do Grupo Chavantes como um operador qualificado dentro do SUS. “Ser reconhecido por padrões de qualidade e segurança em uma unidade oncológica pública demonstra que é possível oferecer assistência especializada no SUS com técnica, gestão, humanização e responsabilidade”, ressalta Letícia.
Os impactos desse modelo são mensuráveis. A adoção de indicadores como tempo de espera, taxa de infecção e eventos adversos permite uma gestão orientada por dados, com reflexos diretos na experiência do paciente. Em unidades como o Hospital Municipal de Americana, a reorganização de fluxos resultou na redução do tempo de espera e melhora significativa na satisfação dos usuários.
Sustentar esse padrão em múltiplas unidades exige uma liderança alinhada a propósito e execução. A presidente do Grupo destaca a necessidade de conciliar padronização com adaptação local, respeitando as especificidades de cada território. “Sustentar a excelência exige líderes capazes de tomar decisões baseadas em dados, mas também de ouvir equipes e manter o paciente no centro de cada escolha”, afirma.
Com uma visão de longo prazo, o Grupo Chavantes pretende expandir esse modelo para novas unidades, mantendo o compromisso com governança, qualidade e segurança. A estratégia reforça uma tese cada vez mais relevante no setor: excelência assistencial não é incompatível com gestão pública, ao contrário, é condição essencial para sua sustentabilidade.
“A boa gestão em saúde pública é aquela que consegue entregar mais acesso, mais segurança, mais resolutividade e mais dignidade para o paciente, respeitando cada real investido pelo SUS.”















