A Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina) definiu, em Assembleia Geral, a nova diretoria que conduzirá a entidade no biênio 2026–2028. O engenheiro químico Marcelo Mansur, da Nortec Química S.A., assumirá a presidência do Conselho Administrativo a partir de abril.
A escolha ocorre em um momento em que o setor de química fina e insumos farmacêuticos ativos (IFAs) ganha centralidade nas discussões sobre capacidade produtiva nacional e segurança sanitária. A Nortec é reconhecida como a maior fabricante independente de IFAs da América Latina, reforçando o perfil técnico da nova liderança.
Ao assumir o cargo, Mansur destacou a necessidade de fortalecer o engajamento interno e ampliar a visibilidade institucional da entidade. “Precisamos engajar os associados, ampliar a participação e comunicar bem essa nova fase da Abifina, aproveitando esse momento para mostrar a força do setor e a relevância da nossa atuação”, afirmou.
Agenda industrial e inovação
Entre as prioridades do novo mandato, Mansur apontou a busca por equilíbrio entre nacionalização de produtos estratégicos e ampliação da capacidade produtiva no curto prazo, sem perder de vista a agenda de inovação.
“Além disso, no médio e longo prazo queremos viabilizar a participação da indústria nacional no movimento do Brasil pela inovação”, destacou
A pauta dialoga com desafios estruturais do setor, que incluem dependência externa de insumos críticos, necessidade de investimentos em tecnologia e fortalecimento da base industrial para sustentar o avanço da cadeia farmacêutica no país
Trajetória no setor
Formado pela University of Pennsylvania e com MBA em Gestão de Saúde Pública e Privada pela Johns Hopkins University, Mansur construiu carreira com passagem inicial pela Ambev, atuando em funções industriais e de gestão.
Ingressou na Nortec como conselheiro entre 2014 e 2016 e, a partir de 2017, passou a liderar o processo de sucessão familiar, assumindo a vice-presidência de operações. Em 2019, tornou-se presidente da companhia, conduzindo um ciclo de estruturação organizacional e expansão da capacidade fabril e laboratorial.
Segundo a associação, sob sua gestão, a empresa ampliou portfólio, elevou capacidade produtiva e consolidou certificações internacionais, como FDA e CEP/EDQM, além de intensificar sua atuação em temas relacionados à política industrial, soberania em IFAs e expansão internacional.














