Investimentos do Grupo em Medicina Domiciliar aconteceram por meio de tecnologias móveis
Diante da iminência de contaminação nos estabelecimentos de Saúde durante a pandemia da Covid-19, a telemedicina se fortaleceu, especialmente na realização de consultas. Os atendimentos virtuais se tornaram realidade na Saúde, possibilitando redução de custos, mais agilidade e maior acesso por parte da população.
O Grupo IHS Medicina e Tecnologia surge em meio a esse contexto, atuando como um agregador de serviços no escopo da Medicina Domiciliar.
Segundo o fundador e CEO da empresa, Cristiano Nascimento, ela nasceu inspirada em uma forte ligação entre tecnologia e inovação na medicina há três anos atrás, com a criação de uma plataforma tecnológica própria, voltada para assistência médica domiciliar.
“O atendimento vai além do home care, por isso chamamos de Medicina Domiciliar. A saúde no mundo vai mudar muito nos próximos anos, independentemente de qualquer interesse econômico, o progresso não pode ser detido.”
Nascimento explica, no entanto, que o modelo atual de saúde no mundo, e principalmente no país, ainda é hospitalocêntrico, mas o eixo de tratamentos médicos está se deslocando do hospital para a casa.
Tendo esse cenário em vista, o avanço da tecnologia é fundamental para atender a esse deslocamento, já que as pessoas têm sido cada vez mais atendidas à distância, por meio de seus dispositivos eletrônicos.
Em decorrência dessa evolução tecnológica, afirma Nascimento, os procedimentos se tornam menos invasivos. Além disso, segundo o CEO, investir em medicina domiciliar pode levar à maior conforto para pacientes e liberação de leitos para quem mais precisa.
Atuação focada no ser humano
Visando a expansão do potencial humano por meio da tecnologia, o IHS atua em duas principais áreas.
A primeira foca na oferta de serviços que levam os tratamentos dos hospitais e clínicas para a casa do paciente, por meio da união de tecnologias móveis ao atendimento em domicílio de equipes médicas multidisciplinares.
A segunda tem como foco a disponibilização de cuidadores especializados em idosos e pessoas com necessidades especiais aliada ao suporte médico integral a esses profissionais, orientando e complementando o serviço prestado, trazendo um conceito mais humanizado de atendimento.
“Nosso foco é com atenção na pessoa e na equipe, pois somente seres humanos conseguem ter empatia, reciprocidade, percepção subjetiva e outros atributos tão importantes quanto o conhecimento técnico para o cuidado à saúde.”, explica Nascimento.
Um dos serviços que exemplificam essa ideia é a telereabilitação, serviço de fisioterapia praticado por meio de plataforma virtual dedicada e que reduz a dificuldade de logística e custo em relação à fisioterapia presencial ou particular.
Outro serviço são as teleconsultas, contratadas sob demanda ou por meio de assinatura, por meio da qual é resolvida grande parte dos problemas relacionados a diagnóstico e terapêutica, avalia o CEO.
Quebrando paradigmas
Em relação aos desafios enfrentados pelo segmento, Nascimento argumenta contra a ideia de que o doente agudo sempre está melhor no hospital: “caso não haja grande instabilidade no quadro, os riscos da internação hospitalar muitas vezes superam os benefícios.”
O CEO finaliza afirmando que o paradigma referente ao custo desses serviços também precisa ser quebrado, uma vez que operadoras e seguradoras de Saúde se assustam, projetando um alto valor para a plataforma.
No entanto, o papel da tecnologia é justamente diminuir o custo, promovendo uma alternativa mais acessível e completa de cuidados com a saúde.