Novo Centro Médico do Hospital e Maternidade Sepaco integra tecnologia, gestão e experiência do paciente
O crescimento da demanda por atendimento ambulatorial tem levado instituições de saúde a repensarem seus modelos de operação. Mais do que ampliar estruturas físicas, o desafio está em criar ambientes capazes de integrar especialidades, reduzir etapas da jornada do paciente e aumentar a eficiência sem comprometer a qualidade assistencial.
Foi a partir desse cenário que o Hospital e Maternidade Sepaco estruturou o Novo Centro Médico, projeto concebido para reorganizar a linha de cuidado ambulatorial por meio de um modelo que combina infraestrutura, tecnologia e gestão integrada. A iniciativa busca superar desafios comuns ao setor, como o tempo elevado de espera, a fragmentação entre especialidades e a baixa utilização das agendas médicas.
Implantado em uma área de mais de 3 mil metros quadrados distribuída em seis pavimentos, o novo espaço foi planejado para concentrar diferentes especialidades em um fluxo assistencial integrado. O projeto incorpora autoatendimento digital, telemedicina integrada ao prontuário eletrônico, inteligência artificial para gestão das agendas e um modelo multiprofissional organizado por linhas de cuidado, fortalecendo a continuidade da assistência.
O conceito do novo Centro Médico também foi estruturado para fortalecer a integração entre as diferentes etapas da jornada assistencial. Ao reunir diversas especialidades em um mesmo ambiente, com acesso compartilhado ao prontuário eletrônico e organização por linhas de cuidado, o modelo favorece a troca de informações entre as equipes, reduz a fragmentação do atendimento e amplia a segurança clínica, especialmente em casos que exigem acompanhamento contínuo.
A proposta também prioriza ganhos operacionais. A reorganização dos processos assistenciais e administrativos busca ampliar a capacidade de atendimento sem crescimento proporcional das equipes, ao mesmo tempo em que otimiza a ocupação das agendas médicas, reduz o absenteísmo e elimina etapas que antes dificultavam a experiência dos pacientes. A governança do projeto foi estruturada desde a implantação, envolvendo equipes assistenciais, operacionais, de tecnologia e gestão, com indicadores definidos para acompanhar sua evolução.
Embora ainda esteja em fase final de implementação, o projeto já possui metas e indicadores consolidados para mensurar seus resultados. Entre eles estão a redução do tempo de espera e permanência na unidade, o aumento da produtividade por consultório, a ampliação da capacidade assistencial e a melhoria da experiência do paciente. O modelo também foi concebido para ser escalável e replicável, reforçando o potencial da infraestrutura hospitalar como ferramenta estratégica para elevar a eficiência e a sustentabilidade das organizações de saúde.















