Page 156 - Revista HealthARQ - Edição 28
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TAQUE
seria interessante projetar e Henrique Jatene, arquiteto do InCor - Instituto do Coração do Hospital das
começar a construir no dia Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
seguinte. Esse ‘gap’ de tempo
pode gerar o risco de o proje- Estrutura e fundação
to não corresponder mais às
necessidades do hospital”. O Bloco III do InCor conta “As outras fases da obra
com três andares. No primei- aconteceram dentro da nor-
Para lidar com esse entrave, ro, ficou alocado a Central de malidade”, comenta. De forma
Jatene revela que a questão Unidades e o Data Center; no simples, o arquiteto explica
da flexibilidade foi trabalhada segundo, além do Hospital que, após a primeira etapa de
para a adaptação dos espaços Dia, foi implantada uma área fundação e estrutura, aconte-
no futuro. Entre as estratégias de especialidade médicas; ceram as reformas no pronto-
adotadas, o arquiteto explica e, no terceiro, os setores de -socorro durante a segunda
que algumas utilidades foram hemodinâmica e cardiologia fase, sendo a terceira etapa
concentradas em determinados intervencionista. O pronto- responsável pela edificação
ambientes. Além disso, o proje- -socorro, que já funcionava dos demais andares.
to trabalhou com a implanta- no térreo, foi reformado, ex-
ção de drywall e divisórias em pandido e equipado, passan- Como pontuado anterior-
áreas com possibilidade de re- do de 600 m² para 1.800 m². mente, o primeiro andar –
adequação. “Para a elaboração acima do térreo, onde está
dos layouts, também tentamos O arquiteto do Hospital ex- o pronto-socorro – foi esco-
imaginar as situações futuras, plica que o primeiro desafio lhido para ser um pavimento
caso o InCor passe por mais al- desse projeto foi verificar a técnico, com a Central de Uni-
guma expansão”. possiblidade da estrutura e da dades e o Data Center. “Esse
fundação suportarem o acrés- era um andar com o pé direi-
Para Jatene, essa caracterís- cimo de andares. “A primeira to mais baixo e já compor-
tica de flexibilidade é funda- etapa da obra foi justamen- tava a casa de máquinas do
mental em projetos hospita- te essa, começar reforçando antigo pronto-socorro. Então,
lares. “Você muda um projeto as fundações, que foi a parte expandimos esse pavimento,
mais rápido do que uma obra, mais dramática. Ter que refor- concentrando todas as má-
e você muda uma obra mais çar pilares de estruturas que já quinas de ar-condicionado,
rápido que a operação toda. estão funcionando é desafia- quadro elétrico e geradores
Ter que derrubar o que foi dor”, explica Janete, reforçan- neste andar, de forma que ele
construído pode demorar e do que essa foi a etapa mais está posicionado no ‘meio’ do
gerar outros impactos, por extensa do empreendimento. prédio”, detalha Jatene.
isso é interessante ter um
projeto que consiga se adap-
tar com o passar do tempo. A
flexibilidade é uma tendên-
cia”, avalia.
E foi justamente esse con-
ceito flexível que trouxe gran-
des oportunidades para o
Bloco III. Janete revela que,
a princípio, o projeto con-
templava apenas a reforma
do pronto-socorro, mas o
intervalo entre o projeto e a
execução da obra trouxe no-
vas demandas do Hospital.
“Durante esse tempo, acon-
teceram algumas necessida-
des institucionais, como a de
ampliar o número de leitos.
Então, o projeto ganhou mais
dois andares”, acrescenta.
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seria interessante projetar e Henrique Jatene, arquiteto do InCor - Instituto do Coração do Hospital das
começar a construir no dia Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
seguinte. Esse ‘gap’ de tempo
pode gerar o risco de o proje- Estrutura e fundação
to não corresponder mais às
necessidades do hospital”. O Bloco III do InCor conta “As outras fases da obra
com três andares. No primei- aconteceram dentro da nor-
Para lidar com esse entrave, ro, ficou alocado a Central de malidade”, comenta. De forma
Jatene revela que a questão Unidades e o Data Center; no simples, o arquiteto explica
da flexibilidade foi trabalhada segundo, além do Hospital que, após a primeira etapa de
para a adaptação dos espaços Dia, foi implantada uma área fundação e estrutura, aconte-
no futuro. Entre as estratégias de especialidade médicas; ceram as reformas no pronto-
adotadas, o arquiteto explica e, no terceiro, os setores de -socorro durante a segunda
que algumas utilidades foram hemodinâmica e cardiologia fase, sendo a terceira etapa
concentradas em determinados intervencionista. O pronto- responsável pela edificação
ambientes. Além disso, o proje- -socorro, que já funcionava dos demais andares.
to trabalhou com a implanta- no térreo, foi reformado, ex-
ção de drywall e divisórias em pandido e equipado, passan- Como pontuado anterior-
áreas com possibilidade de re- do de 600 m² para 1.800 m². mente, o primeiro andar –
adequação. “Para a elaboração acima do térreo, onde está
dos layouts, também tentamos O arquiteto do Hospital ex- o pronto-socorro – foi esco-
imaginar as situações futuras, plica que o primeiro desafio lhido para ser um pavimento
caso o InCor passe por mais al- desse projeto foi verificar a técnico, com a Central de Uni-
guma expansão”. possiblidade da estrutura e da dades e o Data Center. “Esse
fundação suportarem o acrés- era um andar com o pé direi-
Para Jatene, essa caracterís- cimo de andares. “A primeira to mais baixo e já compor-
tica de flexibilidade é funda- etapa da obra foi justamen- tava a casa de máquinas do
mental em projetos hospita- te essa, começar reforçando antigo pronto-socorro. Então,
lares. “Você muda um projeto as fundações, que foi a parte expandimos esse pavimento,
mais rápido do que uma obra, mais dramática. Ter que refor- concentrando todas as má-
e você muda uma obra mais çar pilares de estruturas que já quinas de ar-condicionado,
rápido que a operação toda. estão funcionando é desafia- quadro elétrico e geradores
Ter que derrubar o que foi dor”, explica Janete, reforçan- neste andar, de forma que ele
construído pode demorar e do que essa foi a etapa mais está posicionado no ‘meio’ do
gerar outros impactos, por extensa do empreendimento. prédio”, detalha Jatene.
isso é interessante ter um
projeto que consiga se adap-
tar com o passar do tempo. A
flexibilidade é uma tendên-
cia”, avalia.
E foi justamente esse con-
ceito flexível que trouxe gran-
des oportunidades para o
Bloco III. Janete revela que,
a princípio, o projeto con-
templava apenas a reforma
do pronto-socorro, mas o
intervalo entre o projeto e a
execução da obra trouxe no-
vas demandas do Hospital.
“Durante esse tempo, acon-
teceram algumas necessida-
des institucionais, como a de
ampliar o número de leitos.
Então, o projeto ganhou mais
dois andares”, acrescenta.
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