Hospital Moinhos de Vento integra tecnologia, dados e protocolos digitais para fortalecer a segurança do paciente, reduzir riscos assistenciais e consolidar um modelo de cuidado conectado em todas as etapas da jornada
A transformação digital na saúde alcança seu maior potencial quando deixa de representar apenas ganho de eficiência e passa a atuar diretamente na proteção do paciente. No Hospital Moinhos de Vento, essa visão orientou uma ampla reestruturação do modelo assistencial, na qual tecnologia, integração de sistemas e uso inteligente de dados foram incorporados como elementos centrais para ampliar a segurança clínica e qualificar a tomada de decisão em tempo real.
O projeto partiu da necessidade de superar desafios comuns a instituições de alta complexidade, como a fragmentação de informações, processos dependentes de conferências manuais e diferentes níveis de padronização das práticas assistenciais. O objetivo não era apenas digitalizar fluxos existentes, mas redesenhar a jornada do cuidado, tornando a tecnologia uma barreira ativa para prevenção de falhas e redução de eventos adversos.
Para isso, a instituição estruturou um ecossistema digital integrado, conectando prontuário eletrônico, dispositivos móveis, sistemas clínicos e ferramentas de suporte à decisão. O modelo passou a permitir rastreabilidade completa das etapas assistenciais, desde a prescrição até a administração de medicamentos, hemocomponentes e terapias nutricionais à beira do leito, ampliando a confiabilidade dos processos e reduzindo a dependência de verificações exclusivamente manuais.
A estratégia também incorporou recursos capazes de apoiar decisões clínicas em tempo real, identificando automaticamente potenciais riscos, como interações medicamentosas, além de integrar equipamentos assistenciais ao prontuário eletrônico. Com informações disponíveis no ponto de cuidado, equipes passaram a contar com maior agilidade para atuar diante das necessidades de cada paciente, enquanto painéis de monitoramento fortaleceram o acompanhamento contínuo dos indicadores assistenciais.
Outro aspecto relevante da iniciativa foi o fortalecimento da participação do paciente em sua própria jornada, por meio de soluções digitais que ampliam o acesso às informações clínicas e favorecem a continuidade do cuidado. Paralelamente, a instituição desenvolveu mecanismos de contingência para assegurar o acesso aos dados assistenciais mesmo diante de eventuais indisponibilidades tecnológicas, reforçando a resiliência operacional do modelo implantado.
Os resultados demonstram a consistência da transformação. Em 2025, a adesão às checagens eletrônicas à beira do leito permaneceu acima de 95% em processos críticos, alcançando média anual próxima de 98% na administração de medicamentos. No mesmo período, a densidade de erros de medicação manteve-se abaixo da meta institucional
durante todo o ano, evidenciando maior controle sobre etapas críticas da assistência e redução da exposição dos pacientes a eventos adversos evitáveis.
Além dos indicadores operacionais, a evolução do modelo assistencial foi reconhecida pela certificação HIMSS EMRAM Nível 7, referência internacional em maturidade digital hospitalar.
“A segurança do paciente é o ponto de partida e o destino de toda a nossa estratégia digital. Quando integramos tecnologia, dados e prática clínica em tempo real, transformamos cada etapa da jornada assistencial em uma oportunidade de prevenir falhas e qualificar decisões. A certificação reconhece esse caminho, mas o que realmente nos move é saber que cada checagem eletrônica à beira do leito representa mais proteção para quem confia seu cuidado ao Moinhos de Vento”, afirma Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento.















