Projeto integra sinais vitais e parâmetros ventilatórios ao prontuário eletrônico
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP) aderiu à TeleUTI Conectada. O projeto paulista integra dados de monitoramento dos pacientes ao prontuário eletrônico. Além disso, amplia o suporte especializado às equipes de terapia intensiva.
A iniciativa faz parte da TeleUTI, do programa Saúde Digital Paulista, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O projeto já registrou 25.098 discussões clínicas envolvendo 3.953 pacientes. Atualmente, atua em 34 hospitais.
Com isso, a TeleUTI amplia a assistência especializada por meio da telemedicina e da integração entre diferentes serviços de saúde. A TeleUTI Conectada utiliza uma plataforma de interoperabilidade de prontuários eletrônicos. A solução envia automaticamente ao prontuário sinais vitais e parâmetros ventilatórios registrados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Como funciona a integração dos dados
O Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Saúde Digital (PDI Saúde Digital) iniciou a implantação da solução entre maio e julho. O projeto começou em três centros replicadores do modelo.
Participam dessa etapa o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas de Botucatu e o Hospital de Base de São José do Rio Preto. Nessas unidades, as equipes conectaram os equipamentos das UTIs à plataforma contratada pelo projeto. Dessa forma, os médicos do PDI Saúde Digital acessam as informações clínicas em tempo real.
Além disso, os profissionais apoiam as equipes locais na tomada de decisão por meio de teleinterconsultas. Nas UTIs, enfermeiros e fisioterapeutas registram diferentes informações ao longo do dia. Entre elas estão sinais vitais e parâmetros ventilatórios.
Em 24 horas, as equipes podem registrar esses dados até 12 vezes para cada paciente. “Com a TeleUTI Conectada, as informações são encaminhadas automaticamente para o prontuário eletrônico, reduzindo a necessidade de registros manuais e o tempo dedicado a tarefas operacionais. A proposta é permitir que profissionais de enfermagem e fisioterapia tenham mais tempo disponível para a assistência direta aos pacientes”, explica a coordenadora de Saúde Digital da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Cristina Balestrin.
Saúde Digital Paulista amplia escala
O Programa Saúde Digital Paulista foi criado em 2024. Em parceria com o Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InovaHC), o programa inaugurou o Centro Líder de Inovação em Saúde Digital, na capital paulista.
A nova estrutura fortaleceu a base tecnológica do programa. Além disso, ampliou a capacidade de expansão das iniciativas em todo o território paulista. Hoje, o Saúde Digital Paulista já soma mais de 171 mil atendimentos. O programa atua em 157 municípios e 271 unidades.
A estrutura alcança diferentes níveis de atenção. Entre as iniciativas estão TeleUTI, Tele AVC, Tele APS, Tele SAP, AME+ Digital e Atendimento Domiciliar Digital. Além da atuação em urgência e emergência, o programa registra 83,4% de resolutividade na atenção primária. Assim, a iniciativa amplia o acesso aos serviços de saúde e reduz deslocamentos. Ao mesmo tempo, incorpora a tecnologia como ferramenta estratégica para apoiar a assistência em diferentes níveis de complexidade.















