A realização inédita da APCORE 2026 no Brasil reposiciona Catanduva no circuito internacional de produção científica e cooperação acadêmica. A conferência, que será sediada pelo Centro Universitário Padre Albino (UNIFIPA) entre 27 e 30 de outubro, marca a primeira edição do encontro na América do Sul após uma trajetória concentrada na Ásia.
Criada pela Asia Pacific Consortium of Researchers and Educators, a iniciativa amplia seu alcance geográfico ao incorporar o Brasil como novo polo de articulação entre saúde, educação e sustentabilidade três agendas que têm ganhado convergência no debate global.
Liderança acadêmica e articulação internacional
A condução da edição brasileira está sob responsabilidade da pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UNIFIPA, Ana Paula Girol, que assume a presidência da conferência. A função envolve desde o planejamento estratégico até a definição de escopo e orçamento, além da coordenação de diferentes frentes organizacionais.
A estrutura montada para o evento reflete uma rede de colaboração distribuída. Na coordenação científica nacional, participam representantes de instituições como UNIFESP, UNESP, UNIMAR e UNIARA, com atuação direta na curadoria de conteúdo e interlocução com pesquisadores brasileiros.
No eixo internacional, a articulação envolve nomes ligados às Filipinas, Portugal e Tailândia, além da participação da World Union for Herbal Drug Discovery. A presença dessas instituições reforça o caráter transnacional da conferência e amplia o intercâmbio técnico-científico.
Expansão de agenda e conexão
A expectativa é reunir cerca de 70 palestrantes internacionais, além de pesquisadores brasileiros, em uma programação que combina produção científica e atividades abertas. O formato híbrido amplia o alcance do evento e permite a integração de diferentes perfis de participação.
Além das apresentações acadêmicas — em formatos como pôster e comunicação oral —, a programação inclui minicursos e iniciativas voltadas à interação com a comunidade, como feiras e exposições. A proposta indica uma ampliação do papel tradicional das conferências, incorporando dimensões culturais e de extensão.
Interiorização e acesso ao debate global
A escolha de Catanduva como sede introduz um vetor relevante na dinâmica de eventos científicos: a descentralização geográfica. Ao sediar uma conferência internacional fora dos grandes centros, a UNIFIPA amplia o acesso a redes globais de conhecimento e posiciona instituições regionais em um ambiente de maior visibilidade.
As inscrições seguem abertas até outubro, com valores diferenciados no primeiro lote até o fim de maio. A participação é direcionada a pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas de saúde, educação e meio ambiente, além de instituições de ensino e inovação.
A realização da APCORE no Brasil, portanto, não apenas amplia o alcance da conferência, mas também reforça o movimento de integração entre agendas científicas e a busca por novos centros de produção e difusão de conhecimento.










