Na última década, Mayuli Lurbe Fonseca lidera a evolução da logística hospitalar ao integrar tecnologia, estratégia e gestão, posicionando a cadeia de suprimentos como peça-chave para eficiência, segurança e inovação no setor da saúde.
Em um setor onde cada decisão reverbera diretamente na qualidade da assistência, a logística hospitalar deixou de ser bastidor para ocupar um papel estratégico. É nesse movimento que se insere a trajetória de Mayuli Lurbe Fonseca, sócia e diretora de inovação das empresas HospLog e UHT Logística, cuja atuação ao longo da última década contribuiu para reposicionar a cadeia de suprimentos como um dos pilares da transformação da saúde.
Com formação sólida em administração, supply chain e gestão hospitalar, Mayuli ampliou sua visão ao incorporar tecnologia, automação e inteligência artificial.
“Busquei unir visão estratégica, compreensão real da complexidade do ambiente hospitalar e inovação”, afirma.
Esse cruzamento entre conhecimento técnico e aplicação prática foi determinante para moldar uma liderança orientada por visão sistêmica, disciplina de execução e capacidade de conectar pessoas, processos e resultados.
Ao longo dos últimos dez anos, três frentes marcaram sua atuação: o aprofundamento acadêmico aliado à inovação tecnológica, a implementação de soluções para a cadeia de suprimentos hospitalares e a liderança de projetos internacionais. “Foi na prática que percebi como eficiência operacional impacta desfechos, custos e qualidade assistencial”, destaca.
Entre as decisões mais desafiadoras esteve a condução de mudanças estruturais em operações tradicionalmente resistentes à transformação. A implementação de sistemas como o HWMS (Hospital Warehouse Management System) unida a equipamentos de automação intra-hospitalar exigiu não apenas domínio técnico, mas também capacidade de influência. “Mudar operações hospitalares exige enfrentar resistências, rever rotinas e sustentar decisões de longo prazo”, explica. Para ela, “a influência no setor da saúde nasce da capacidade de gerar confiança e credibilidade técnica”.
Sua liderança também evoluiu. Se antes estava centrada na excelência técnica, na entrega operacional e na inovação tecnológica, hoje incorpora uma dimensão mais estratégica.
“Liderar é criar clareza, alinhar pessoas em torno de um propósito e preparar a organização para crescer com consistência”, afirma.
A mudança de mentalidade, da execução para o pensamento sistêmico, reforça uma visão integrada da cadeia de valor.
Na HospLog e na UHT, essa abordagem se traduz em marcos concretos. Sob sua gestão, as empresas consolidaram projetos de automação logística intra-hospitalar, desenvolveram soluções tecnológicas autorais, integraram inteligência artificial aos processos e expandiram sua atuação para mercados da América Latina e Europa. “Nosso objetivo é garantir visibilidade, rastreabilidade e inteligência à gestão de suprimentos hospitalares”, pontua.
Mais do que resultados operacionais, o impacto buscado por Mayuli se estende às pessoas e ao ecossistema de saúde. “O legado de um líder não está apenas no crescimento do negócio, mas na capacidade de formar pessoas melhores e equipes mais preparadas”, diz. Seu compromisso é fortalecer times e contribuir para que a logística hospitalar seja reconhecida como área estratégica.
Olhando para o futuro, a ambição é clara: aprofundar a integração tecnológica, ampliar a presença internacional e desenvolver soluções cada vez mais inteligentes e adaptáveis.
“Acredito em crescimento com estrutura, e não apenas em expansão acelerada”, ressalta.
Em uma década marcada por transformações profundas, sua trajetória evidencia que eficiência, quando aliada à tecnologia e à estratégia, pode ir além da operação. “O mais valioso é gerar impacto que permaneça, fortalecendo pessoas e contribuindo para um sistema de saúde mais eficiente”, conclui.















