Davi Uemoto assumiu, em 30 de julho, a presidência do Conselho de Administração da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) para o biênio 2026–2028. Diretor da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), o executivo sucede Bruno Boldrin Bezerra e terá como prioridades ampliar a representatividade da entidade, fortalecer sua atuação técnica e aprofundar o diálogo do setor de dispositivos médicos com os poderes públicos e a sociedade.
A nova gestão pretende consolidar a ABIIS como articuladora de pautas comuns aos diferentes segmentos da indústria de tecnologias em saúde. A entidade reúne associações ligadas a diagnóstico in vitro, equipamentos médicos, dispositivos implantáveis, softwares, saúde digital e outras soluções desenvolvidas ou comercializadas no país.
“A ABIIS ocupa hoje um papel de think tank do setor, por meio da geração de conteúdo, da estruturação de dados e da construção de posicionamentos técnicos”, afirma Uemoto.
Evidências para qualificar políticas públicas
A produção de estudos, dados e posicionamentos técnicos deverá sustentar a atuação institucional da ABIIS em temas regulatórios, econômicos e de acesso a tecnologias. Segundo o novo presidente, a entidade buscará contribuir para a formulação de políticas públicas fundamentadas em evidências e para um ambiente mais favorável à inovação em saúde.
“As publicações da ABIIS, em diversos temas, demonstram esse compromisso com o rigor técnico e com um advocacy qualificado. A Aliança, além de produzir conhecimento, também atua nos temas governamentais, promovendo uma atuação institucional baseada em dados, evidências e análises técnicas”, destaca.
A composição da ABIIS será central nessa estratégia. Para Uemoto, o modelo de aliança permite reunir perspectivas de diferentes áreas da cadeia de dispositivos médicos sem substituir a atuação individual das associações integrantes.
“A legitimidade da ABIIS está justamente no fato de ser uma aliança formada por associações setoriais. Nosso objetivo não é substituir a atuação dessas entidades, mas atuar como um multiplicador de suas vozes, fortalecendo pautas consensuais e transversais e somando esforços para ampliar o impacto institucional do setor”, explica.
Interlocução com governo e sociedade
A gestão também pretende intensificar a interlocução com agentes envolvidos na formulação, regulação, incorporação, financiamento e aquisição de tecnologias médicas. A agenda inclui os poderes Executivo e Legislativo, além de órgãos públicos que atuam como reguladores, formuladores de políticas ou compradores de soluções para a saúde.
Para Uemoto, o avanço desse diálogo é necessário para posicionar o setor de dispositivos médicos como parte estratégica do desenvolvimento econômico e social brasileiro. A proposta inclui aproximar o debate técnico das decisões que afetam o acesso, a inovação e a sustentabilidade do sistema de saúde.
No âmbito internacional, a ABIIS buscará ampliar o relacionamento com entidades da América Latina e associações de outras regiões. A iniciativa deverá favorecer a troca de experiências sobre tendências globais, modelos regulatórios e práticas capazes de contribuir para o ambiente brasileiro de inovação.
“Queremos traduzir os desafios que enfrentamos no Brasil para o cenário internacional e, ao mesmo tempo, trazer experiências e boas práticas que possam enriquecer o debate nacional”, afirma o presidente.
Conselho de Administração da ABIIS — 2026–2028
- Presidente: Davi Uemoto (ABRAIDI)
- Vice-presidente: Carlos Eduardo Gouvêa (CBDL)
- Presidente executivo: José Márcio Cerqueira Gomes
- Diretor-secretário: Bruno Boldrin Bezerra (AdvaMed)
- Diretor-tesoureiro: Fábio Arcuri (CBDL)
- Diretor: Sérgio Madeira (ABRAIDI)
- Diretora: Liliana Perez (CBDL)
- Diretor: Steven Bipes (AdvaMed)
- Diretor: André Gaban (AdvaMed)















