Hospital infantil torna-se o primeiro centro brasileiro na International Pediatric Thrombosis Network e amplia participação em estudos globais sobre trombose pediátrica.
O Sabará Hospital Infantil passou a integrar a International Pediatric Thrombosis Network (IPTN), tornando-se o primeiro centro brasileiro a participar da rede internacional dedicada à pesquisa em trombose pediátrica. A informação foi divulgada pela instituição.
Criada pelo Comitê Científico e de Padronização de Hemostasia e Trombose Pediátrica e Neonatal da International Society on Thrombosis and Haemostasis, a IPTN reúne centros de diferentes países para ampliar o conhecimento sobre trombose em crianças e adolescentes.
Trombose pediátrica ganha reforço em pesquisas internacionais
A rede desenvolve estudos multicêntricos por meio do registro Throm-PED, plataforma que reúne dados sobre epidemiologia, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e desfechos clínicos da trombose pediátrica, segundo informações da IPTN.
Além disso, o banco de dados contempla projetos voltados a diferentes condições, como trombose relacionada a cateter, embolia pulmonar, trombose arterial e tromboses neonatais.
Com a adesão à iniciativa, o Sabará amplia sua participação em pesquisas clínicas e passa a contribuir diretamente para a produção de conhecimento científico na área.
Segundo a hematologista pediátrica e pesquisadora do hospital, Priscila Grizante Lopes, o registro permite acompanhar pacientes em condições reais de atendimento. Ainda, possibilita a avaliação da segurança e a eficácia dos tratamentos utilizados.
“O acompanhamento contínuo dos pacientes possibilita monitorar a evolução da trombose e identificar possíveis complicações ao longo do tempo”, explicou a especialista.
Fatores de risco específicos
A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de vasos sanguíneos ou do coração. Isso compromete a a circulação e pode provocar complicações graves, como embolia pulmonar.
Embora seja menos frequente na infância do que na vida adulta, especialistas observam aumento dos casos nas últimas décadas. Em especial, entre pacientes hospitalizados e com doenças associadas.
De acordo com Priscila Grizante Lopes, diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da condição.
“Na pediatria, a trombose geralmente ocorre na presença de múltiplos fatores de risco, como uso de cateter venoso central, infecções graves, cirurgias, cardiopatias, câncer e quimioterapia”, afirmou.
Diagnóstico da trombose pediátrica exige avaliação individualizada
Os sintomas podem variar conforme a região afetada e o tipo de vaso comprometido.
Para identificar a doença, equipes médicas utilizam exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, ecocardiograma, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
Já o tratamento considera as características de cada paciente e pode incluir medicamentos anticoagulantes, sempre com atenção às particularidades do desenvolvimento infantil e adolescente.
Além de fortalecer a assistência especializada, a participação do Sabará na IPTN amplia a colaboração brasileira em pesquisas internacionais voltadas ao avanço do conhecimento sobre trombose pediátrica e seus impactos na saúde infantil.















