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A agenda ESG no setor de saúde tem ampliado seu alcance para além das iniciativas assistenciais e ambientais tradicionalmente debatidas pelo mercado. Cada vez mais, eficiência operacional, digitalização de processos e governança corporativa passam a ser reconhecidas como alavancas concretas de sustentabilidade institucional. Esse entendimento foi materializado pela Fundação Doutor Amaral Carvalho, vencedora do Prêmio Gestão Primme na categoria Sustentabilidade e ESG, em um case desenvolvido com atuação da SISQUAL WFM.
O projeto, centrado na modernização do fechamento de ponto por meio da implantação da plataforma SISQUAL WFM, demonstra como tecnologia aplicada à gestão de pessoas pode gerar impactos simultâneos nos pilares ambiental, financeiro e de governança, traduzindo sustentabilidade em ganhos operacionais mensuráveis.
Tecnologia aplicada à eficiência institucional
Antes da implantação, a rotina de fechamento de ponto da Fundação era marcada por um modelo altamente manual. O Departamento Pessoal contava com três profissionais dedicados exclusivamente ao processamento mensal, sustentado por relatórios físicos preenchidos manualmente pelos setores.
Esses documentos exigiam leitura, interpretação, tratamento sistêmico e validações sucessivas, consumindo tempo significativo e criando gargalos operacionais que impactavam diretamente a previsibilidade da folha de pagamento.
Além da baixa eficiência, o processo apresentava vulnerabilidades importantes: informações incompletas, registros ilegíveis, retrabalho administrativo e exposição de dados sensíveis dos colaboradores, uma vez que justificativas e ocorrências ficavam visíveis a outros profissionais do setor.
Foi diante desse cenário que a instituição decidiu acelerar sua agenda de modernização. A escolha pela SISQUAL integrou uma estratégia mais ampla de transformação da gestão de pessoas, orientada por conformidade legal, eficiência administrativa e suporte qualificado à tomada de decisão.
A implantação envolveu integração entre bases de dados de folha de pagamento, medicina do trabalho e gestão de pessoas, eliminando cadastros duplicados e automatizando o fluxo de informações relacionadas a férias, admissões, afastamentos, atestados e movimentações funcionais.
O processo exigiu uma etapa robusta de parametrização, testes e customizações para garantir aderência às regras sindicais e às especificidades operacionais da Fundação.
Mais do que a adoção de um novo software, tratou-se da construção de uma arquitetura digital capaz de preservar a identidade institucional enquanto elevava a maturidade operacional.
Descentralização inteligente e ganho estratégico
Um dos diferenciais centrais do projeto foi a redistribuição da responsabilidade pelo tratamento do ponto. Com o novo modelo, gestores passaram a atuar diretamente no sistema, realizando ajustes, classificações de ausências e administração de banco de horas de forma autônoma.
Essa descentralização foi estruturada com critérios claros de governança, garantindo equilíbrio entre autonomia operacional e controle institucional.
Para viabilizar a mudança cultural, a Fundação investiu em treinamento presencial, manuais operacionais personalizados e acompanhamento intensivo no período pós-implantação, conduzido conjuntamente por equipes internas e consultores da SISQUAL. O resultado foi uma transição segura, com rápida curva de adaptação.
Os resultados foram imediatos:
– Redução de 30% na equipa dedicada ao processo
– Diminuição de 50% no tempo de execução
– Antecipação de até 4 dias no fechamento mensal
Na prática, isso traduziu-se em maior previsibilidade da folha de pagamento, menor pressão sobre o Departamento Pessoal e libertação de recursos para atividades estratégicas, como análise de indicadores e melhoria contínua.
ESG traduzido em resultado concreto
Os ganhos ambientais foram igualmente expressivos. A eliminação completa dos relatórios físicos suprimiu o consumo de centenas de milhares de folhas de papel e reduziu significativamente a utilização de insumos como toners e espaço físico para armazenamento documental.
Mais do que economia material, a mudança consolidou uma prática alinhada aos princípios contemporâneos de responsabilidade socioambiental. A iniciativa dialoga diretamente com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ODS 12 (Consumo e Produção Sustentável) e ODS 16 (Instituições Eficazes).
Sob a ótica da governança, o projeto fortaleceu compliance trabalhista, rastreabilidade, transparência processual e segurança da informação. A digitalização integral passou a oferecer registros eletrônicos auditáveis, ampliando confiabilidade e mitigando riscos operacionais.
Esse avanço contribuiu diretamente para que a Fundação conquistasse, pelo terceiro ano consecutivo, a Certificação Diamante ESG Sustentabilidade do Instituto Técnico de Gestão Ambiental.
O case da Fundação Doutor Amaral Carvalho evidencia uma transformação relevante para o setor: sustentabilidade em saúde não se limita a grandes projetos ambientais ou assistenciais. Ela também se constrói por meio da revisão inteligente de rotinas administrativas.















