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Conhecimento que chega ao cuidado

Fundação Padre Albino integra ensino, pesquisa, extensão e assistência para formar profissionais e responder às demandas regionais de saúde

Em saúde, formar profissionais não se resume a transmitir conhecimento técnico, mas sim aproximar o estudante da realidade assistencial, estimular pensamento crítico, desenvolver pesquisa e transformar aprendizado em benefício para a população. É a partir dessa integração que a Fundação Padre Albino consolida sua atuação em ensino e pesquisa.

Reconhecida no Prêmio Excelência da Saúde 2026, na categoria Ensino e Pesquisa, a instituição vê a conquista como resultado de uma trajetória construída ao longo de décadas. Para Reginaldo Lopes, presidente da Diretoria Executiva da Fundação Padre Albino, o reconhecimento valoriza o investimento contínuo na formação de profissionais e na produção de conhecimento.

A UNIFIPA/Centro Universitário Padre Albino, mantido pela Fundação, reúne hoje 17 cursos superiores, 185 docentes entre especialistas, mestres e doutores, 13 programas de residência médica e uma trajetória que já soma mais de 14 mil graduados.

“Receber esse reconhecimento mostra que o investimento em ensino e pesquisa é estratégico para a instituição e para o desenvolvimento da saúde e da educação na nossa região”, afirma Lopes.

Um dos diferenciais do modelo está na proximidade entre universidade, hospitais e serviços de saúde. A Fundação mantém um ecossistema que conecta a UNIFIPA aos hospitais Padre Albino, Emílio Carlos e Hospital de Câncer de Catanduva, permitindo que os desafios observados na prática clínica também se transformem em temas de pesquisa, formação e extensão.

Em 2025, foram 46 projetos de pesquisa, muitos relacionados a questões da assistência e da realidade regional. Para Lopes, essa conexão contribui para formar profissionais com visão crítica e, ao mesmo tempo, produzir conhecimento capaz de aprimorar práticas e serviços. “

A formação de novos pesquisadores começa ainda na graduação, por meio de pesquisas experimentais e dos programas de iniciação científica. Essas iniciativas aproximam os estudantes do método científico, da análise de dados e da produção de conhecimento, desenvolvendo competências cada vez mais relevantes para uma saúde baseada em evidências e tomada de decisão qualificada.

O impacto também aparece na extensão. As ações levam o conhecimento produzido na universidade para além dos muros acadêmicos e aproximam estudantes e professores das necessidades reais da população.

Somente em 2025, a UNIFIPA registrou 170 projetos de extensão, envolvendo 21.324 participantes.

Na formação médica, a UNIFIPA/Fameca alcançou conceito 5 no Enamed, integrando o grupo de 49 cursos de Medicina com nota máxima no país. O resultado, segundo Lopes, reflete uma construção contínua, baseada em sólida formação teórica, atividades práticas desde a graduação, presença dos hospitais-escola, programas de residência médica e corpo docente qualificado.

“O resultado não é consequência de uma ação isolada, mas de uma cultura acadêmica voltada à qualidade, à formação prática e a humanização com o paciente”, destaca.

A qualidade da formação também é acompanhada para além dos indicadores oficiais, considerando desempenho acadêmico, evolução dos estudantes, atividades práticas, atuação dos egressos e avaliação dos cenários de prática.

A integração entre a UNIFIPA e os hospitais-escola reforça essa lógica. O estudante tem contato com diferentes níveis de complexidade e situações reais de atendimento, sempre acompanhado por docentes e profissionais. Ao mesmo tempo, os hospitais se beneficiam de uma instituição de ensino que estimula atualização, pesquisa e melhoria contínua.

Fazer pesquisa fora dos grandes centros ainda impõe desafios, como financiamento, infraestrutura, redes de colaboração e retenção de pesquisadores. Para a Fundação, porém, a pesquisa regional permite investigar problemas que nem sempre aparecem com a mesma intensidade nos grandes centros. O objetivo é consolidar a UNIFIPA como polo de produção de conhecimento no interior paulista.

Ao olhar para os próximos anos, a Fundação Padre Albino pretende fortalecer pesquisa, iniciação científica, inovação, qualificação docente e extensão, aprofundando a integração entre universidade e serviços de saúde. A direção é formar profissionais preparados para um setor em transformação, capazes de usar tecnologia e evidências sem perder o olhar humano sobre o paciente e a sociedade.

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