Trabalho realizado no estado no Amazonas mostra como escala, padronização e tecnologia transformam a segurança assistencial e a produtividade cirúrgica
Em um sistema de saúde cada vez mais pressionado por eficiência e qualidade, a esterilização de materiais hospitalares começa a assumir um papel estratégico dentro da cadeia assistencial. A experiência conduzida no Amazonas ilustra como a reorganização desse processo pode gerar impacto direto na operação hospitalar e nos desfechos clínicos.
A atuação acontece por meio de uma parceria público-privada com a Secretaria de Estado de Saúde, na qual a operação assume integralmente o processamento de produtos para saúde da rede estadual. O modelo é centralizado e industrializado, concentrando em uma única estrutura todas as etapas, da coleta de materiais contaminados até a devolução em condições seguras para uso clínico.
Segundo Sérgio Pacheco, diretor de Operações da Esteriliza, “é um modelo que tira a complexidade de dentro do hospital e coloca na mão de quem tem escala, tecnologia e governança”. Ao deslocar essa responsabilidade, os hospitais passam a operar com maior previsibilidade, especialmente no ambiente cirúrgico, reduzindo riscos e aumentando a aderência a padrões de qualidade.
Presente no estado desde 2015, a operação envolve mais de 400 colaboradores, distribuídos em cinco centrais de esterilização e 14 unidades de desinfecção. Trata-se de uma estrutura desenhada para operar em larga escala e com tolerância zero a falhas, característica que impõe desafios relevantes, especialmente na manutenção da excelência contínua e na formação de equipes altamente qualificadas.
Ao mesmo tempo, o modelo exige integração com as unidades de saúde, que precisam manter padrões adequados de armazenamento e manuseio dos materiais, evitando desvios que possam comprometer a cadeia.
Padronização, tecnologia e impacto direto na assistência
Os resultados da operação evidenciam o impacto da centralização. Um dos principais indicadores é a manutenção de índice zero de infecções relacionadas ao processo de esterilização ao longo dos anos, refletindo a consistência dos protocolos e o rigor na execução.
Além disso, houve ganhos concretos na dinâmica hospitalar, especialmente na redução do tempo de espera para procedimentos cirúrgicos. A previsibilidade no fornecimento de materiais esterilizados, aliada à rastreabilidade ponta a ponta e à melhoria na gestão de estoques, contribui diretamente para o aumento da produtividade.
“Uma esterilização segura, validada e rastreável é o que sustenta o aumento do número de cirurgias sem comprometer a qualidade”, afirma Sérgio Pacheco. Nesse contexto, a central de esterilização deixa de ser um setor de suporte para se tornar um elemento-chave na eficiência do sistema.
“A atuação da BP Serviços de Esterilização elevou o padrão operacional de toda a rede pública a um nível de previsibilidade e segurança pouco comum em ambientes de alta complexidade.”
— Sérgio Pacheco, diretor de Operações da Esteriliza
Esse reposicionamento é impulsionado também pela incorporação de tecnologia. A operação vem avançando em automação, inteligência artificial e sistemas de rastreabilidade, com foco em ampliar o controle e reduzir a variabilidade dos processos. A estratégia inclui ainda investimento contínuo na capacitação das equipes e na padronização de protocolos, garantindo consistência mesmo em operações distribuídas geograficamente.
Hoje, o modelo já foi expandido para mais de nove estados brasileiros, com capacidade de replicar o mesmo nível de qualidade e controle em diferentes regiões. A estrutura integrada permite resposta rápida, padronização e continuidade assistencial, mesmo em cenários de alta pressão.
Com processamento de cerca de 3 milhões de produtos para saúde por mês e atendimento a 53 unidades assistenciais, a operação demonstra escala e estabilidade em um ambiente crítico. A manutenção da certificação ISO 9001 por oito anos consecutivos reforça o compromisso com padrões elevados de qualidade e governança.
Para os próximos anos, a perspectiva é de expansão com responsabilidade técnica, ampliando a presença nacional sem abrir mão do controle operacional. Como resume Sérgio Pacheco, o foco está em “crescer com controle e expandir com responsabilidade técnica”, contribuindo para elevar os níveis de segurança e eficiência da saúde no país.
Em um cenário onde cada etapa do processo impacta diretamente o paciente, a esterilização deixa de ser bastidor e passa a ocupar um lugar central na estratégia hospitalar.
“A combinação de avanço tecnológico com pressão por eficiência está reposicionando a esterilização como um elemento estratégico dentro do mercado de saúde. Precisamos posicionar as centrais de esterilização, não mais como um setor de suporte, mas sim com um setor estratégico para promoção de cirúrgica com impacto direto em desfecho clínico.”
— Sérgio Pacheco, diretor de Operações da Esteriliza














