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Estratégia em cada espaço

Quando espaço e operação são pensados juntos, o projeto hospitalar passa a integrar a própria estratégia da instituição

Um hospital começa a definir sua eficiência antes mesmo de entrar em operação. Fluxos, conforto, manutenção, segurança, experiência do paciente e capacidade de adaptação futura são condicionados por decisões tomadas ainda na fase de projeto. Por isso, arquitetura e infraestrutura passaram a ocupar um espaço mais estratégico na gestão das instituições de saúde.

Para Kátia Maria Macedo Sabino Fugazza, diretora executiva da Orion+, essa lógica começa antes mesmo do desenho. “Ele começa pela compreensão do funcionamento da instituição, de quem trabalha naquele ambiente, de quem será atendido e de como esses diferentes usuários se movimentam e se relacionam dentro do espaço.”

Na prática, essa integração evita que decisões de projeto sejam tomadas de forma isolada e reduz conflitos que podem aparecer mais tarde, já na operação do hospital. “Não adianta definir um layout sem considerar climatização, instalações, gases medicinais, infraestrutura, manutenção ou futuras ampliações,” afirma. 

A experiência de quem ocupa esses ambientes também ganhou peso. Para Kátia, a humanização não deve aparecer como acabamento ou recurso estético posterior às decisões técnicas. “Ela precisa estar incorporada às decisões arquitetônicas desde o início.” Conforto térmico, acústica, iluminação, privacidade, qualidade do ar e orientação espacial passam, assim, a integrar o desempenho do próprio edifício.

Essa visão se torna ainda mais relevante diante de hospitais cada vez mais tecnológicos e sujeitos a mudanças nos modelos assistenciais. Para os próximos anos, Kátia enxerga uma combinação crescente entre flexibilidade, sustentabilidade, qualidade ambiental, dados e ferramentas digitais.

“Mais do que prever exatamente como será o hospital do futuro, acreditamos que precisamos projetar edifícios preparados para evoluir. O espaço de saúde não pode ser pensado apenas para atender às necessidades de hoje. Ele precisa ter capacidade de adaptação para aquilo que ainda virá,“ ressalta. 

 

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