À frente da AHOSP, Dr. Anis Mitri consolidou uma agenda baseada em governança, cooperação e qualificação da gestão hospitalar. Em uma década desafiadora para o setor, sua liderança ajudou a transformar a entidade em um polo de soluções para hospitais.
Em um setor marcado por alta complexidade e desafios estruturais constantes, a liderança exige mais do que conhecimento técnico. Requer visão sistêmica, capacidade de articulação e compromisso com impacto coletivo. Nos últimos dez anos, essa tem sido a base da atuação do cardiologista e gestor em saúde Dr. Anis Mitri, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (AHOSP).
Com trajetória que transita entre os setores público, privado e filantrópico, Mitri construiu sua visão de gestão enfrentando cenários institucionais desafiadores. Ao longo dessa década, um dos principais aprendizados foi compreender que administrar organizações de saúde vai muito além de processos e recursos. “Gestão em saúde é, essencialmente, gestão de pessoas e propósito”, afirma.
Esse entendimento também orientou a transformação institucional promovida na AHOSP. Sob sua gestão, a entidade ampliou seu papel no ecossistema da saúde, consolidando-se como uma plataforma de soluções voltadas aos desafios enfrentados pelos hospitais.
Entre as iniciativas estruturadas nesse período está a criação da Rede Paulista de Qualidade (RPQ), voltada à promoção de cooperação entre instituições hospitalares e à melhoria contínua da qualidade assistencial e da governança. A entidade também lançou programas como o AHOSP Mulher, que incentiva o protagonismo feminino na liderança do setor, além de estruturar canais institucionais voltados ao fortalecimento da transparência.
Outro avanço foi a criação de ferramentas práticas de apoio aos hospitais associados, como o Plantão Jurídico AHOSP, que oferece suporte diante de um ambiente regulatório cada vez mais complexo. Iniciativas como o Café com AHOSP, o AHOSP Opina e o AHOSP Experience ampliaram os espaços de diálogo, troca de experiências e construção coletiva de soluções.
Na área de capacitação, a AHOSP Academia também ganhou destaque ao disponibilizar milhares de horas de conteúdo gratuito para associados, reforçando o compromisso da entidade com a qualificação técnica do setor hospitalar.
Para Mitri, muitas decisões estratégicas exigiram coragem para romper modelos tradicionais de gestão, especialmente ao defender estruturas mais sólidas de governança e profissionalização. “Influência verdadeira nasce da credibilidade, da consistência e da capacidade de gerar valor coletivo”, afirma.
Ao longo do tempo, sua própria forma de liderar também evoluiu. Hoje, ele defende um modelo mais colaborativo, no qual o papel do líder é alinhar visão, fortalecer a governança e criar ambientes onde novas lideranças possam emergir.
Valores como lealdade, integridade, empatia e compromisso com a qualidade são, segundo ele, inegociáveis em sua atuação. Em um setor que lida diariamente com situações humanas sensíveis, decisões administrativas precisam considerar o impacto real sobre pacientes, famílias e profissionais de saúde.
Para o futuro, a AHOSP se prepara para um novo ciclo de crescimento, com a ambição de se consolidar como um hub de conhecimento, governança e inovação para o setor hospitalar. Entre os projetos em desenvolvimento estão a plataforma AHOSP Inteligência, voltada à análise de dados estratégicos, e o Hub de Tecnologia da AHOSP, que pretende aproximar hospitais, startups e empresas de inovação.
Mais do que resultados pontuais, a visão é construir estruturas duradouras que fortaleçam o sistema de saúde e ampliem a cooperação entre instituições.














