Letícia Turim construiu sua trajetória no Grupo Chavantes a partir do conhecimento profundo do setor de saúde.
Algumas trajetórias no setor de saúde não começam com um plano de liderança, mas com a disposição de compreender a realidade de uma instituição por dentro. Foi assim que se iniciou o caminho de Letícia Bellotto Turim no Grupo Chavantes. Antes de presidir uma das maiores Organizações Sociais de Saúde do país, sua atuação começou de forma discreta, como advogada voluntária quando a instituição ainda era conhecida como Santa Casa de Chavantes.
O trabalho voltado inicialmente a causas trabalhistas, aproximou a profissional das engrenagens da gestão hospitalar. Ao mesmo tempo, abriu espaço para uma participação crescente em diferentes áreas da organização. A passagem pela estrutura administrativa e pela área contábil ampliou seu entendimento sobre o funcionamento institucional e permitiu acompanhar, de dentro, o processo de transformação que levaria à criação do Grupo Chavantes.
Essa experiência transversal moldou uma liderança pouco comum: uma gestora que conhece os desafios da saúde pública não apenas no campo estratégico, mas também na operação cotidiana. Ao longo de mais de uma década, Letícia testemunhou e participou da expansão que consolidou o grupo como uma referência em gestão de serviços de saúde, com atuação em dezenas de projetos e presença em diferentes regiões do país.
O crescimento da instituição trouxe também uma mudança inevitável na natureza de suas decisões. Cada escolha passa a carregar implicações que vão além da organização:
“À medida que as responsabilidades aumentam, as decisões passam a ter impactos cada vez mais amplos”, observa.
No setor da saúde, isso significa lidar com decisões que reverberam nas equipes, nos serviços e na população atendida.
Essa consciência ajudou a redefinir sua própria visão. Com o tempo, a executiva passou a enxergar a gestão como um exercício de articulação coletiva. Letícia afirma que o papel do líder não é apenas conduzir processos, mas criar condições para que as equipes desenvolvam soluções e compartilhem um propósito.
Parte dessa visão foi construída fora dos limites da instituição. A participação ativa em entidades e fóruns do setor de saúde, como a FEHOSP, AHOSP e FBAH, ampliou sua perspectiva sobre os desafios estruturais e reforçou a importância do diálogo entre gestores, organizações e políticas públicas. Ela frisa que esses espaços permitem trocar experiências e fortalecer modelos de gestão capazes de gerar impacto real no sistema.
Graças à tecnologia, à integração de dados e aos novos modelos de gestão, a saúde atravessa uma fase de intensas e profundas mudanças. Por esse motivo, Letícia acredita que o setor exigirá lideranças capazes de equilibrar inovação e responsabilidade social:
“A tecnologia tende a ocupar um papel cada vez maior na organização dos serviços, mas precisa estar alinhada a uma visão de saúde que valorize as equipes e amplie o acesso da população.”
Ao projetar os próximos anos de sua trajetória, a presidente mantém o olhar voltado para a missão institucional que acompanhou desde os primeiros passos da organização. Seu objetivo é fortalecer um modelo de gestão que combine eficiência, responsabilidade pública e compromisso com as comunidades atendidas.
Uma década depois de iniciar sua jornada no Grupo Chavantes, Letícia Bellotto Turim representa uma liderança que compreende o sistema de saúde em toda a sua complexidade. E que entende que transformar instituições é, antes de tudo, um trabalho de continuidade, visão e propósito.















