Entenda a evolução da jornada: como a integração de ponta a ponta transforma a gestão e o cuidado
A transformação digital da saúde atingiu um novo patamar: a tecnologia deixou de ser uma coleção de softwares isolados para se tornar uma jornada contínua e integrada. Na América Latina, essa evolução reflete quase quatro décadas de inovação capitaneadas pela MV. Fundada em 1987, às vésperas da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a companhia iniciou sua trajetória modernizando a gestão hospitalar brasileira e, desde então, vem guiando o setor rumo a um cenário de integração plena.
O pioneirismo da empresa estabeleceu marcos históricos no mercado. Em 1992, lançou o primeiro Sistema de Gestão Hospitalar nacional, reunindo processos administrativos e assistenciais. Dez anos depois, apresentou o primeiro Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) do País, que conquistaria a certificação pioneira da SBIS/CFM. Já em 2016, a parceria com o Hospital Unimed Recife III garantiu à instituição o nível HIMSS 7, tornando-a o primeiro hospital digital de excelência máxima da América Latina.
Essa trajetória reflete a visão de Paulo Magnus, fundador e CEO da MV, que enxerga a tecnologia como uma ferramenta que deve atuar de forma fluida e quase invisível.
“Ao conectar equipes, padronizar processos e integrar informações de ponta a ponta, criamos as condições para que os profissionais atuem com máxima precisão. O principal beneficiado é sempre o paciente, que recebe um atendimento mais rápido e humano, independentemente de onde esteja”, afirma o executivo.
Hoje, administra 178 mil leitos, impacta 66 milhões de vidas e é a quinta maior desenvolvedora de prontuários eletrônicos do mundo, segundo o instituto norte-americano KLAS.
“Estamos há anos falando em evolução tecnológica. Enquanto o Open Banking revolucionou o setor financeiro empoderando o cliente, na saúde ainda lidamos com papel em requisições de exames. A interoperabilidade é a chave para colocar o paciente no centro das decisões e eliminar barreiras sistêmicas”, explica Magnus.
Contudo, para que o cuidado acompanhe o paciente em qualquer lugar, o mercado precisa vencer seu maior entrave: a interoperabilidade. Se a primeira fase da transformação digital focou em eliminar o papel, a atual exige que os sistemas conversem entre si. O desafio é estrutural. Segundo a pesquisa TIC Saúde 2025 (Cetic.br), 92% dos estabelecimentos brasileiros já usam registros eletrônicos, mas apenas 44% possuem sistemas capazes de enviar ou receber encaminhamentos. Essa fragmentação dificulta o acesso ao histórico clínico completo e compromete a continuidade do atendimento em um país de dimensões continentais.
Os ganhos dessa integração são diretos e mensuráveis: há redução de até 25% no tempo de espera em prontos-socorros e de até 30% no tempo total de atendimento. Sob a ótica financeira, minimizar ruídos na comunicação entre prestadores e pagadores reduz drasticamente as glosas, liberando mais recursos para investimentos na própria organização.
Em última análise, a construção de um sistema de saúde verdadeiramente eficiente e sustentável exige que a tecnologia ultrapasse as paredes de uma única instituição. Ao empunhar a bandeira da interoperabilidade, a MV consolida seu legado e reafirma o compromisso de guiar o setor para o seu futuro inevitável: um ecossistema amplamente conectado, onde os dados viajam com total segurança e o foco das instituições permanece voltado, única e exclusivamente, à preservação da vida.















