À frente do Hospital Nipo-Brasileiro, Sérgio Okamoto constrói uma gestão baseada em cultura, pessoas e visão de longo prazo.
Há mais de três décadas no Hospital Nipo-Brasileiro, o médico especialista em Saúde Ocupacional Sérgio Okamoto, construiu uma trajetória marcada por consistência e compromisso com o cuidado. Desde 2021 como superintendente-geral, conduz a instituição com resiliência, serenidade e decisões de alto impacto.
Os últimos dez anos foram determinantes para moldar sua visão de liderança. A pandemia, em especial, representou um divisor de águas.
“Aprendi que liderar não é ter todas as respostas, mas sustentar o equilíbrio em meio à incerteza”, afirma.
Sob sua gestão, consolidou uma cultura baseada em valores da filosofia japonesa de respeito às pessoas, disciplina nos processos e melhoria contínua; que hoje orienta as decisões de longo prazo.
Ao longo dos anos, Okamoto também transformou sua visão sobre liderança. “Compreendi que o papel do líder não é ser o protagonista, mas o facilitador”, destaca. Se antes a gestão era centrada em execução e controle, hoje o foco está na escuta ativa, no protagonismo das equipes e no conceito de kaizen; que se tornaram pilares de um ambiente onde propósito e pertencimento caminham juntos.
O impacto buscado por Okamoto vai além da instituição. “Quero deixar um legado de cuidado; não apenas com os pacientes, mas com as pessoas que fazem o hospital acontecer todos os dias”. Essa visão se reflete em iniciativas que extrapolam fronteiras, como o apoio à estruturação da engenharia clínica e manutenção de hospitais em Moçambique.
Sob sua liderança, o hospital avançou na modernização da infraestrutura, incorporação tecnológica e fortalecimento da governança. Agora, um novo ciclo se desenha com expansão física e transformação digital.
“O futuro nos desafia a evoluir sem perder a essência”, resume.
Entre os próximos passos estão a reestruturação dos ambulatórios e o plano de expansão do hospital nos próximos meses.















