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Raquel Reis: liderança que conecta o setor

Da carreira em seguros à presidência da FenaSaúde, ela fortalece a saúde suplementar com visão estratégica, diálogo e impacto social.

Raquel Reis construiu sua trajetória a partir de um olhar analítico sobre riscos, financiamento e sustentabilidade. Formada em Ciências Atuariais, iniciou a carreira no mercado de seguros, com experiência em transporte de carga e atuação internacional, até migrar para a saúde. Aos 23 anos, coordenava operações na AGF, hoje Allianz, e, em 2011, ingressou na SulAmérica, onde consolidou uma visão de liderança baseada na construção coletiva de soluções.

A experiência nas maiores operadoras do país abriu caminho para uma mudança de perspectiva ao assumir a presidência da FenaSaúde. “Quando atuamos dentro de uma empresa, naturalmente o foco está nos desafios daquela organização. Em uma entidade representativa, o olhar precisa se ampliar”, afirma. Isso implica compreender o setor de forma sistêmica, promovendo o diálogo entre diferentes atores e buscando convergências que fortaleçam a saúde suplementar.

Ao longo da carreira, Raquel lidou com desafios complexos, em que decisões envolvem, simultaneamente, impactos assistenciais, regulatórios, financeiros e sociais.

“Com o tempo, entendi que liderança não significa ter todas as respostas, mas criar as condições para que boas decisões sejam construídas coletivamente”, diz.

Essa perspectiva tem se aprofundado na última década, com um foco crescente no diálogo e na busca por consensos. Na FenaSaúde, essa função ganha ainda mais importância, visto que a federação representa operadoras responsáveis pelo atendimento de milhões de brasileiros, inseridas em um sistema crucial para o acesso à assistência em saúde. Sua experiência na SulAmérica permite que a executiva estabeleça uma ligação sólida entre o debate institucional e a realidade operacional do setor, facilitando a articulação de diversas visões e o avanço em pautas essenciais como qualidade, inovação e sustentabilidade.

Ao revisitar sua trajetória, Raquel destaca a convivência com profissionais experientes e a passagem por instituições como a Rede D’Or, que consolidaram uma convicção central: equilibrar qualidade assistencial, sustentabilidade financeira e responsabilidade social é fundamental para a evolução do sistema. A pandemia de Covid-19 reforçou essa visão ao acelerar transformações como a telemedicina e novos modelos de cuidado.

Transparência, responsabilidade e compromisso com o propósito, são valores que orientam sua atuação em ambientes de alta pressão. Para a executiva, liderar é guiar decisões complexas com base em dados e evidências, promovendo consensos capazes de gerar avanços consistentes. Essa perspectiva tem se aprofundado na última década, com um foco crescente no diálogo e na busca por consensos. 

Para a próxima década, Raquel projeta uma liderança que combine estratégia, adaptabilidade e inovação tecnológica. Ao destacar o avanço das ferramentas digitais na experiência do paciente: “isso exige líderes preparados para conectar diferentes atores do sistema e promover mudanças de forma colaborativa”, observa.

A marca que busca deixar no setor transcende conquistas individuais. “Mais do que resultados pontuais, o verdadeiro legado é contribuir para que o setor evolua de forma responsável, colaborativa e sustentável, fortalecendo a confiança da sociedade na saúde suplementar brasileira”.

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